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quinta-feira, 28 de junho de 2018

Clima e energia 2020: Portugal no bom caminho

  • Portugal está no bom caminho para cumprir os seus objetivos de clima e energia para 2020 e está a progredir na redução das emissões e do consumo de energia per capita, diz um relatório da Climate Action Network, que coloca o nosso país em 2º lugar (66%), depois da Suécia (77%) e numa lista de 28. Restantes países: França (65%), Holanda (58%), Luxemburgo (56%), Dinamarca (49%), Alemanha (45%), Croácia (43%), Finlândia/Lituânia (42%), Letónia/Itália (41%), Reino Unido/Áustria (37%), Espanha/Bélgica (35%), Eslovénia/Eslov´quia (34%), República checa/Roménia (33%), Hungria/Grécia (32%), Chipre/Malta (31%), Bulgária (26%), Estónia (24%), Irlanda (21%) e Polónia (16%). DW.
  • «Carbono zero não quer dizer petróleo zero», afirmou o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, durante uma audição parlamentar em que foi acusado de ceder perante interesses económicos ao defender a exploração de petróleo em Portugal, a 46 km de Aljezur, «se o país quiser ser independente em termos energéticos do exterior». A audição do ministro do Ambiente fora requerida pelo Bloco de Esquerda, devido à dispensa de estudo de impacto ambiental para o projeto do consórcio Eni/Galp de prospeção de hidrocarbonetos ao largo de Aljezur. Matos Fernandes admitiu ainda ter havido «uma decisão política na manutenção deste contrato», assinado em 2007, mas que «não há mais nenhum contrato válido, nem haverá mais nenhum», tendo em conta a moratória aprovada pelo Governo até ao fim da legislatura. Expresso.
  • Madeira ilegal do Congo entra na Europa através de Portugal, denuncia a Global Witness. Tudo através da Norsudtimber, a principal empresa de extração e exportação de madeira da floresta tropical do Congo, sediada no paraíso fiscal do Liechtenstein. As acusações que recaem sobre as três empresas, a operar no Congo como subsidiárias da Norsudtimber - a Sodefor, Forabola e La Forestière du Lac - vão desde a falta de planos de gestão até corte de árvores fora das áreas concessionadas. As três empresas são responsáveis por 20 concessões, das quais pelo menos 18 foram assinadas por três portugueses, conhecidos como irmãos Trindade, que já foram alvo de uma investigação semelhante em 2007, por parte da Greenpeace. Onze anos depois, um novo relatório volta a apontar o dedo a estas empresas, acusando-as, entre outras coisas, de não implementarem planos de gestão a 25 anos dentro dos prazos legais, de atuarem fora do perímetro autorizado ou, em alguns casos, de suspenderem a exploração por pelo menos dois anos (situação que obrigava à devolução dos terrenos ao estado congolês). Entre todas, apenas duas cumpriam todos os requisitos legais. Do total da exploração, entre 2013 e 2017, 78% foram exportados para a China e 11% para a Europa, tendo entrado a quase totalidade por Portugal e França. O que leva a Global Witness a criticar a forma como ambos os estados têm lidado com a questão, falhando na fiscalização do comércio de madeira ilegal, atividade proibida na UE. DN.
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