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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

A Renova admite responsabilidades na ocorrência de poluição do rio Almonda

Imagem captada aqui.
  • A Renova, implantada em Zibreira, Torres Novas, admitiu que na sexta-feira, 17 de fevereiro, uma falha de controlo no processo de produção fez com que tivesse ocorrido uma descarga de pasta de papel para o rio Almonda. A GNR já foi à fábrica e a empresa compromete-se a deixar as margens limpas nos próximos dias. A empresa alega um «incidente pontual» devido a uma «falha de controlo» no processo de fabrico de papel da Renova, resultando numa descarga de pasta de papel para o rio, na envolvente da fábrica 2. A acumulação de vegetação nas margens do rio terá ainda ajudado a «represar» a pasta de papel, o que favoreceu as imagens captadas no local durante o fim-de-semana. MedioTejo. De Mattos Sébastien, ambientalista local, exige que as autoridades apurem se foi de facto acidente, porque há testemunhos de que aquele tipo de ocorrência é recorrente. Além disso, considera coniventes os acionistas da empresa e as autoridades que permitiram o aumento da produção de pasta de papel: «E os seus acionistas, seja os de referência da gestão e os remanescentes, não sabiam que nunca poderiam aumentar de forma ilimitada a produção desta sua fábrica,  dado envolver recursos naturais hídricos e nós população em geral que temos direitos sobre os mesmos? Será que conhecem as Leis 11/87, 58/2005 (Directiva Quadro da Água) e 226-A/2007? Conhecem a Constituição e o que esta diz sobre o ambiente? Se foi acidente como dizem, não sabiam que tinham de avisar de imediato a APA, Protecção Civil, Sepna e Autarquias ribeirinhas do Almonda e eventualmente do Tejo?». Ver reportagem video do MedioTejo.
  • Seis responsáveis por uma empresa pública e por duas sociedades privadas são acusados, pelo Ministério Público de Gondomar, da coautoria de um crime ambiental, pelo depósito, em 2001 e 2002, em São Pedro da Cova, Gondomar, de uma quantidade enorme de resíduos perigososentre os quais chumbo e zinco, oriundos da fábrica da Siderurgia Nacional na Maia. Os visados, e uma empresa de capitais públicos que absorveu a firma responsável pela gestão do passivo ambiental da Siderugia, enfrentam ainda um pedido de indemnização ao Estado, no valor de 10,8 milhões. Supostamente, o que para ali foi levado por duas sociedades contratadas pela empresa pública Urbindústria eram apenas inertes e, por isso, o solo nem sequer foi impermeabilizado, abrindo a porta à possível contaminação dos lençóis freáticos. Público 20fev2017.
  • No segundo ano do novo regime de produção elétrica para autoconsumo, o número de pequenas instalações que não necessitam de registo ou licença cresceu 67%. Público 20fev2017.
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