sábado, 23 de janeiro de 2016

ETAR de Rio de Moinhos funciona ou não funciona?

Foto de Thiago Jorge.
  • O presidente da Câmara de Sátão garante que a ETAR de Rio de Moinhos está em perfeitas condições de operacionalidade e manifesta-se surpreendido com o pedido de esclarecimento de ‘Os Verdes‘ ao Ministério do Ambiente a propósito do se alegado estado de degradação. Que dizer, então, da vegetação que cobre o caminho de acesso? Que dizer dos montes de lixo despejados à entrada? Que dizer dos tanques sem sinal de uso, tanques que deviam servir para depositar as lamas filtradas na ETAR? O Castendo.
  • Desde agosto de 2014 que a Águas do Algarve não publica as análises às aguas das ETARs do Algarve. Viola-se, assim, o cumprimento de uma diretiva comunitária. Na zona de intervenção da Ria foram «modernizadas» algumas ETARs, como a de Tavira, a de Olhão Nascente e a de Faro Noroeste. Mas embora a água descarregada se apresente como límpida e transparente, isso não impede que registe um ph bastante elevado, o que desencadeia o aparecimento de microalgas perniciosas para o meio aquático e, consequentemente, obriga a constantes interdições de apanha de bivalves. Perante esta situação que perdura, há quem suspeite de que haja um plano para eliminar a tradicional produção de bivalves, com a consequente destruição do tecido produtivo na zona e favoreça a sua substituição pelo turismo em regime de exclusividade. Olhão Livre.
  • A Quercus apresentou, junto do parlamento e do Provedor Europeu, uma queixa contra a Comissão Europeia por falta de resposta a várias queixas apresentadas contra o Estado Português. Em causa estão alegados incumprimentos da legislação comunitária na avaliação do impacto ambiental no caso do projeto dos incineradores nas ilhas de São Miguel e da Terceira, nos Açores, na gestão de resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos (REEE) e na falha no prazo de transposição da nova diretiva sobre os REEE. Em junho de 2013, a Quercus apresentara uma primeira queixa contra o Estado Português nas instituições europeias e, em julho, uma segunda, argumentando sempre que o projeto de incineração da Associação de Municípios da Ilha de São Miguel não cumpria a Declaração de Impacto Ambiental, algo que o Governo dos Açores então negava. Em alternativa à incineração de resíduos urbanos sem tratamento prévio, a Quercus defende o tratamento mecânico e biológico, sustentando que já existem em Portugal unidades destas que conseguem reciclar cerca de 60% dos resíduos indiferenciados e de forma mais barata que a incineração. AO.
  • Os projetos de lei ontem votados para acabar com o cultivo e comercialização de produtos com Organismos Geneticamente Modificados foram todos chumbados pelo PS, PSD e CDS. As iniciativas foram propostas pelo BE, PCP, Verdes e PAN, que votaram a favor, enquanto  Inês de Medeiros (PS) se absteve. EN.
  • A Portucel vai plantar ainda mais eucaliptos em Moçambique. Os investimentos previstos rondam os 3 biliões de dólares. Reuters.

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