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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Remoção de areia só à pá?


Foto: Jaime, 15jun2010
  • As areias de uma praia de Esmoriz, em Ovar, estão a cobrir os passadiços de madeira. A câmara poderá, por indicação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), repor a areia em excesso onde ela falta, utilizando a pá. Nada de tratores. PúblicoAquela Agência deve saber do que fala e com quem fala. Fala de uma autarquia que não pede licença a ninguém para fazer retroescavadoras fecharem a saída da Barrinha de Esmoriz. Há anos que o faz, especialmente no verão, para impedir que as águas vindas de nascente, da ribeira de Rio Maior, sigam para sul e conspurquem as praias de Esmoriz. Tudo porque o dique fusível que previa harmonizar a entrada e saída das águas da Barrinha nunca funcionou, tendo-se revelado um total falhanço que apenas fez queimar dinheiro aos cofres do erário público e alimentar o anedotário local. Além disso, veículos motorizados nas praias de Esmoriz, - como aliás em todas as outras -, só na época balnear, a bem da alegada segurança dos veraneantes...
  • Quando uma maré de espuma invade uma pequena cidade costeira escocesa, a culpa é da agitação marítima e das algas, lê-se numa notícia agregada pelo Huffington Post.
  • A Trafigura, a multinacional com sede em Londres responsável pelo despejo de resíduos tóxicos em 2006 em Abidjan, Costa do Marfim, de que resultou a contaminação de 100 mil pessoas, tem de ser criminalmente investigada no Reino Unido, dizem a Amnistia Internacional e a Greenpeace. Seis anos depois da tragédia, chegou-se à conclusão de que as vítimas continuam à espera de justiça que não lhes foi garantida nem pelo seu próprio governo nem pelos governos europeus que não aplicaram as suas próprias leis. “Trata-se de um crime corporativo, de abuso de direitos humanos e do falhanço de governos que não defenderam as pessoas e o ambiente, de um crime que mostra como sistemas que deviam garantir a aplicação da legalidade não o fizeram perante multinacionais, que mostra como uma empresa tem sido capaz de se safar por causa de ambiguidades legais e buracos jurídicos” diz Kumi Naidoo, da Greenpeace. Uma tragédia que, lamentavelmente, mostra, mais uma vez, que os pequenos, os pobres, continuam a sofrer as injúrias dos grandes, a quem sobra tempo para evitar penalizações enquanto continuam a faturar milhões. Desde fevereiro de 2006 o Ondas3 foi seguindo esta estória triste: (1) 25set2006, (2) 13nov2006, (3) 6fev2007, (4) 5ag2008, (5) 20ag2008, (6) 1out2008, (7) 24out2008, (8) 18set2009, (9) 23julho2010, (10) 26dez2011.
  • Logo após o golpe de estado que depôs Fernando Lugo, presidente do Paraguai democraticamente eleito em 2008, o governo não eleito do presidente Federico Franco fez aprovar uma lei que concedeu licença de cultivo e comércio ao algodão transgénico da Monsanto (Bollgard), sem esperar por estudos prévios de segurança exigidos pelas leis do país. Mas o algodão não é a única cultura transgénica do país. O Paraguai é um dos maiores produtores mundiais de soja e 90% dela é transgénica. O seu cultivo representa tanto sofrimento para os locais que mereceu a atenção do britânico Channel 4, que produziu um episódio (24:00) no qual mostra como o seu cultivo tem provocado conflitos entre a multinacional e os camponeses, entre a polícia e os donos de terras e os problemas graves de saúde após a pulverização aérea dos campos.
  • A Rússia suspendeu a importação de milho transgénico após a publicação do estudo alertando para o veneno que é uma marca de milho transgénico da Monsanto.
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