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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Corrupção mina o ordenamento do território

Como a corrupção mina o ordenamento do território português, na Biosfera 11 de setembro de 2012 (RTP2).
Ideias a reter:
(1) Paulo Morais desmonta e denuncia esquemas de lesa lei que manipulam PDMs, promotores imobiliários que se limitam a fazer tráfico de solos, destroem os melhores solos agrícolas – um terreno agrícola de baixo valor é transformado por despacho administrativo em zona de construção, aumentando assim o seu valor; este mesmo terreno depois é expropriado para construção de um edifício público ou de uma rodovia, recebendo o proprietário enormes mais valias que enriquecem intermediários e especuladores;  todos os escândalos autárquicos estão normalmente relacionados com o urbanismo e isso acontece porque o atual poder político está de cócoras perante os interesses imobiliários; há derrapagens de 900.000% nos custos de algumas obras públicas; Paulo Morais conta casos de quando era vice-presidente da câmara do Porto, quando foi abordado por membros do governo, ligados a interesses imobiliários, e o pressionaram a propósito de certos projetos pessoais, deles, que estavam a ser estudados para posterior aprovação e licenciamento; e conclui: “Eles são políticos em part time porque a sua primeira atividade é estarem a defender interesses privados a soldo dos quais estão nos lugares que ocupam”.
(2) Marinho Pinto diz que as agressões ao Ambiente beneficiam os agressores  e indiretamente os decisores políticos a quem imcumbia a proteção e a defesa do Ambiente, como se viu no caso Portucale, o crime compensa; o poder político não está comprometido com a defesa do Ambiente, está comprometido com as formas de ganhar dinheiro rapidamente
(3) José Carlos Guinote confirma que o estado está refém de pressões e interesses poderosos que permitem a continuação da construção de casas na periferia das cidades enquanto os centros estão desertificados e há muitas casas abandonadas, sendo este processo apenas possível pela corrupção; os projetos PIN só beneficiaram meia dúzia de privados, não houve benefício público como tinha sido propagandeado;
(4) Luís de Sousa admite que o caciquismo local favorece este esquema e defende que para combater a corrupção é preciso modernizar a democracia local, haver mais transparência em todos os processos deliberativos;
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2 comments:

OLima disse...

A propósito:

Corrupção e urbanismo: as preocupações da TIAC
http://www.transparencia.pt/wp-content/uploads/2012/03/CORRUP%C3%87%C3%83O-E-URBANISMO-AS-PREOCUPA%C3%87%C3%95ES-DA-TIAC.pdf

OLima disse...

Ainda a propósito:
Parcerias Público Privadas são um caso de corrupção, diz Paulo Morais no programa Olhos nos Olhos TVI24 17-09-2012
http://youtu.be/t5LhrQKi_TU

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