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sábado, 17 de outubro de 2026

BICO CALADO

  • A Alemanha fica para já com a TAP, há 15 anos Berlim quis a EDP, mas a eléctrica foi para a China, que ficou também a controlar a Fidelidade e o BCP (BCP esse que tinha ficado com o BPA), os outros bancos passaram para mãos espanholas, enquanto o Novo Banco foi para os EUA para acabar em França, tal como a velha Portugal Telecom (agora nas mãos dum empresário franco-israelo-marroquino). É olhar para Portugal e ver como esta estratégia foi avançando com uma liga de políticos privatizadores desde Cavaco Silva, passando por Durão Barroso (passou pela Comissão Europeia e acabou num banco dos EUA) até Maria L. Albuquerque (passou por um fundo de investimento dos EUA e acabou na Comissão Europeia), incluindo dezenas de outros ministros, de todos as partidos do arco da governação, que, após prestados os serviços, foram para cargos de topo das empresas anteriormente públicas, vendidas, ao desbarato, pelo mundo fora, de Angola à Alemanha. Oito ex-ministros chegaram a estar, simultaneamente, em cargos de topo na EDP (desconheço se actualmente serão mais ou menos). A soberania financeira foi para Frankfurt, a estratégia política/militar para Bruxelas, Comissão Europeia/NATO, as casas e palacetes, o centro de Lisboa, para os ‘vistos gold’ e fundos imobiliários. A seguir virão atrás das terras e minérios que ainda sobram. Finalmente, tentarão privatizar as praias e a água. Isto não é ser de esquerda, de direita ou do centro. É ser contra um país em saldos que há um quarto século teve de sacrificar a sua indústria têxtil para a Alemanha poder vender mais carros na China. Não têm sido bem ‘vendas’ ou ‘privatizações’. Tem sido um misto de burla, assalto e mutilação. Levaram-nos a camisa, venderam-nos os anéis, paralisaram-nos as mãos e as pernas. Agora levam-nos as asas.” Miguel Szymanski, Foram-se as asas.
  • A LUFTHANSA COMPRA A TAP COM O DINHEIRO DA TAP. Fonte.
  • “A polícia empática e inclusiva existiu enquanto as luzes estiveram acesas. Não há memória no Porto de uma carga policial tão desproporcional. Ao contrário do que disse o primeiro-ministro, ninguém que esteve na D. Joao I viu ameacas à ordem pública ou à tranquilidade. Chamar egoísta, como fez Luis Montenegro, a alguém que pernoita numa tenda ou ao relento para defender os interesses e os direitos de quem não tem casa é indecoroso.” Amilcar Correia, redactor principal do PÚBLICO.
  • “Quando alguém vos questionar sobre a legitimidade das acampadas como protesto, perguntem-lhes o que achavam das acampadas patrocinadas pelos Estados Unidos há 12 anos no centro de Kiev contra o presidente pró-russo escolhido em eleições democráticas. A legalidade só importa quando lhes interessa.” Bruno Carvalho.
  • “(…) em Portugal, montar tendas para reclamar direitos não tem sido tratado como uma emergência de segurança pública, como um ato de agressão ou como um atentado. Tem sido entendido como um ato de protesto legítimo. Para o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, não: montar tendas é coisa que obriga a polícia a correr as pessoas à pancada. (…) Não se pede à PSP que ignore a lei. Exige-se que a cumpra também. E que explique por que razão manifestações com tendas puderam decorrer durante dias ou semanas diante do Parlamento, de um ministério, de uma universidade e do Banco de Portugal sem recurso à violência policial, mas no Porto não. (…)” Pedro Tadeu, Quem foi o bruto que mandou carregar no Porto? – DN 16Out2026.
  • “(…) Depois do escândalo da demissão do secretário-geral da Administração Interna, a violência desproporcionada utilizada no Porto contra manifestantes pacíficos demonstra, de facto, que os dias do ministro da Administração Interna chegaram ao fim. 37 feridos! (…) É aqui que o país de Luís Neves está unido com o país de Ventura. (…) o Chega, através de Pedro Pinto, veio apoiar a violência policial. Ventura e Luís Neves, a mesma luta. (…) perante as manifestações, Luís Montenegro teve uma reacção igualzinha à que Passos Coelho teve quando os portugueses se queixavam dos tempos difíceis da austeridade. Atribuir aos manifestantes "razões egoístas" (!!!!) é o "Não sejam piegas" de Pedro Passos Coelho. Montenegro e Passos podem andar em zaragatas, mas é muito mais o que os une do que aquilo que os separa. (…)” Ana Sá Lopes, Público.
  • "(...) O que não se pode tolerar, de maneira nenhuma, é que alguém monte uma tenda de campismo numa praça pública e estrague a fotografia aos turistas. (...) Pedro Duarte, o presidente da Câmara do Porto, já tinha avisado que seria absolutamente implacável com quem voltasse a montar tendas na via pública. É extremamente reconfortante ver este aprumo estético num homem com passado na Microsoft, que olha para a miséria humana como um simples bug de sistema que se resolve limpando a memória RAM da praça. (...) Uma cidade moderna convive bem com pessoas sem casa. E convive ainda melhor com casas sem pessoas. Agora, pessoas sem casa a tornarem o problema visível a dois passos dos Aliados? Isso desvaloriza o metro quadrado e obriga o senhor engenheiro a olhar para coisas feias a caminho do gabinete. (...) Quando a violência vem de baixo, é um atentado à democracia, quando vem de cima, há sempre um regulamento camarário qualquer à mão para justificar o serviço de limpeza. (...) E o que exigiam aquelas pessoas? Não pediam uma vivenda com piscina ou uma segunda residência na Foz. Protestavam apenas, porque trabalhar quarenta horas por semana já não chega para pagar um T1 com humidade em Campanhã. Parece um pedido razoável, mas talvez esteja desactualizado face ao novo urbanismo de luxo. A nova política social da cidade deve consistir em ensinar os mais pobres a desaparecerem discretamente, de preferência por via de combustão espontânea ou camuflagem urbana, para não perturbarem o trânsito dos circuitos turísticos. A Câmara limpou as tendas. A crise ficou exatamente no mesmo sítio. Intacta. Os feridos também. E amanhã haverá quem atravesse a praça sem sequer sonhar com o que ali se passou na véspera, porque a cidade estará novamente lavada, varrida e pronta para o próximo festival de marketing territorial. Se o problema da habitação ficou assim resolvido para a autarquia Pedro Duarte já pode submeter a candidatura do Porto a Capital Europeia do Cimento Imaculado. No lugar das tendas, o executivo camarário bem podia mandar instalar uns manequins de gesso com fatos à medida vindos da sua alfaiataria presidencial, daqueles que têm um aprumo impecável, não conspiram contra o metro quadrado e, acima de tudo, não sangram para cima do granito quando a polícia os arruma ao pontapé." Luís Rocha, O Porto é lindo, desde que os pobres não apareçam.
  • Em Vigo também há uma acampada. Fonte.
  • À medida que a guerra de Trump contra o Irão faz subir os preços da gasolina, a esposa do candidato republicano ao Senado pelo Michigan, Mike Rogers, foi vista a recorrer a uma tática desesperada — e juridicamente duvidosa — para persuadir os eleitores a votarem no seu marido: distribuir cartões de combustível no valor de 10 dólares. Fonte.
  • Uma criança palestiniana de dois anos assistiu, gritando de horror, enquanto a sua mãe era queimada viva num ataque aéreo israelita contra a sua casa na Cidade de Gaza, na madrugada de quarta-feira, deixando a menina ferida órfã — e recebendo quase nenhuma cobertura dos grandes meios de comunicação norte-americanos. Reem Asaad Awad foi morta quando um helicóptero israelita atacou o apartamento da sua família no bairro de Rimal, por volta das 3h48 da manhã, hora local. Fonte.
  • “As obras paradas do Estádio Municipal poderão estar a servir de abrigo ou local de pernoita. (…) A construção daquele que deveria ser o novo estádio e a casa do SC Espinho arrancou em 2021, mas encontra-se parada desde 2023. São já mais de três anos sem avanços numa empreitada que custou, até ao momento, cerca de 2,8 milhões de euros ao Município.” DE 16Out2026. É municipal, sr jornalista. E se é municipal é para todos os clubes. Não vale a pena reciclar o fadinho cansado e esfarrapado.
  • Há um mês solicitei à Sociedade Ponto Verde o envio da lista completa das 14 câmaras Municipais acionistas da Sociedade Ponto Verde e a percentagem de participação acionista atribuída a cada uma dessas câmaras. Vou continuar a aguardar.

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