Newsletter: Receba notificações por email de novos textos publicados:

terça-feira, 15 de setembro de 2026

ESPANHA: FERROVIA COM REDE RÁPIDA MAS POUCO CAPILAR

Foto: ÁLVARO MINGUITO.
  • Embora conste que a Espanha tenha a segunda rede de alta velocidade mais extensa do mundo, as ligações entre as aldeias e as cidades médias foram abandonadas durante décadas. Criou-se assim uma rede rápida, mas pouco capilar, que não serve para deslocações diárias dentro de províncias ou entre cidades médias, havendo estações encerradas e territórios internos sem alternativa ao automóvel. A rede ferroviária espanhola está quase totalmente eletrificada, sendo a energia consumida pela Renfe 100% renovável. O custo do bilhete e do quilómetro do comboio convencional é de 0,029 €, muito inferior ao automóvel (0,13 €) ou ao avião (0,081 €). O que falta para que o comboio volte a ser útil? Não faltam vias, faltam comboios. Pau Noy (Alianza Ibérica por el Ferrocarril) sugere a aquisição de mais comboios para aumentar a frequência de modo a garantir um mínimo de 4 serviços diários em cada estação até à capital provincial, e desenvolver um abono único nacional, que facilite a utilização combinada dos transportes públicos em todo o país. Fonte.
  • O Canal do Panamá vai reduzir novamente o tráfego marítimo devido ao agravamento da seca provocada pelo fenómeno climático El Niño, congestionando ainda mais uma das rotas de navegação mais importantes do mundo. O canal movimenta 5% do comércio marítimo global e cerca de 40% do tráfego de contentores dos EUA; é preferido pelos exportadores e importadores porque reduz os custos e os tempos de trânsito, especialmente para as empresas que comercializam entre a China, a Ásia e os EUA. Fonte.
  • O presidente e o diretor da Chubu Electric Power, operadora da central nuclear de Hamaoka, renunciaram aos seus cargos para assumir a responsabilidade por anos de manipulação de dados de segurança sísmica relativos aos reatores nº 3 e nº 4 daquela central. Uma investigação independente constatou que os funcionários alteraram os dados sísmicos para que os reatores parecessem cumprir os requisitos de segurança. Os principais executivos da empresa não estiveram directamente envolvidos, mas a sua forte pressão para reiniciar os reactores pode ter criado uma pressão que contribuiu para a má conduta. A central de Hamaoka é particularmente sensível por se encontrar numa área considerada vulnerável a um grande sismo na Fossa de Nankai. Isto torna a falsificação de informação sobre o risco sísmico especialmente grave. O escândalo surge numa altura em que o Japão tenta reativar mais reatores nucleares para reduzir os custos de energia e as emissões de carbono, após as paragens causadas pelo desastre de Fukushima em 2011. Atualmente, o Japão tem apenas 11 dos seus 54 reatores comerciais em funcionamento. Fonte.
  • À medida que a indignação pública contra o governo nepalês vai aumentando na sequência dos deslizamentos de terra mortíferos no Nepal, documentos revelam que o novo primeiro-ministro do país e vários dos seus colegas chegaram ao poder graças, em parte, a um programa secreto patrocinado pelo governo dos EUA. Fonte.
  • Petição contra tribunais corporativos secretos usados pelas gigantes multinacionais para processar governos em milhares de milhões por decisões que moldam o nosso futuro coletivo.

Sem comentários: