- Silvalde, Espinho: nova praceta homenageia pescadores e apoia surfistas, titulava o DE de 8 de novembro de 2025, p 8. Adjudicada por ajuste direto e por 200 mil euros à Ambienti D'Interni, Lda, a obra está, finalmente, a arrancar, devendo estar concluída dentro de 3 meses. Oxalá estes 200 mil euros não venham a ter o mesmo impacto que o milhão há anos gasto na alegada lota, agora a ser ‘reformulada’ – nunca serviu para comércio de peixe, preferindo os profissionais da arte xávega comercializar as capturas no chão do passeio defronte.
- “Em tempo, ainda lhe digo, Excelência, que o tratamento de «Eminência» que ficou na placa para o sr. Rui Valério é de analfabetismo clerical, pois o título correto lá da casa é «Excelência Reverendíssima», não Eminência Reverendíssima, exclusivo de cardeais. E o ministro da Educação foi excluído da placa por castigo à sua ação governativa!? Excelência, espero não o ver numa qualquer outra inauguração, com meninos e meninas fardados da Mocidade Portuguesa, a entrar numa sala de aula com a cruz ao meio, a foto de Vossa Excelência à direita e a do Sr. Presidente do Conselho, Luís Montenegro, à esquerda.” Carlos Esperança.
- Proibir, punir e fazer dinheiro. Miguel Castelo Branco, via A estátua de sal.
- “Em Portugal não pode haver revolução, que mereça este nome, porque revolução pressupõe propósito, firmeza e força moral, o que aqui não há. Portugal é um país eunuco, que só vive duma vida inferior, para a vileza dos interesses materiais e para a intriga cobarde, que é o processo desses interesses. Não sei se a união ibérica se realizará: mas, a realizar-se, far-se-á pela força das coisas e não pela intervenção livre e razoável das vontades, que as não há cá para tanto. Uma única revolução é possível ou antes inevitável em Portugal: é a revolução anárquica da fome, mas essa não precisa que ninguém a promova, nem pode ser matéria de programas políticos. Virá a seu tempo e fatalmente, como a conclusão necessária da desrazão e do egoísmo universais Deixemos pois passar a onda providencial, e tratemos simplesmente, como indivíduos, de conservar cada um em si um foco tão intenso quanto possível de força moral, de inteligência calma e sofredora caridade, pois, no naufrágio desta sociedade, na perversão do espírito público, toda a esperança de regeneração está posta nas virtudes individuais. Se, no meio do geral envelhecimento, a natureza humana se manifestar grande e amável em alguns poucos indivíduos excepcionais, ao mesmo tempo como protesto e como exemplo, não se poderá então dizer que está tudo perdido.” Antero de Quental, carta a Alberto Osório de Castro, de 25 de Novembro de 1890, in Cartas, II, pp.1013-1014. Via RiseUp Portugal.
- A maioria Moedas/Chega na Câmara de Lisboa alterou a composição do Conselho Municipal da Habitação: saem associações de moradores e entram promotores imobiliários. Fonte.
- A saída em massa de 77 delegações da sala da Assembleia Geral da ONU, pouco antes do discurso do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, suscitou uma reação generalizada nas redes sociais, com os utilizadores a descreverem a cena como um duro golpe para Israel e um sinal do seu crescente isolamento internacional. As imagens mostraram a maioria das delegações a abandonar a sala antes de Netanyahu começar a falar, enquanto o primeiro-ministro parecia visivelmente desconfortável, uma vez que apenas um número reduzido de pessoas permanecia no local e os manifestantes entoavam slogans. Fonte. Video.
- A DoorDash concordou em pagar um valor recorde de 131,5 milhões de dólares num acordo com a cidade de Nova Iorque por roubo de salários, depois de os investigadores terem descoberto que a empresa pagava deliberadamente salários inferiores ao devido ou deixava de pagar aos seus estafetas. O acordo inclui mais de 115 milhões de dólares em restituição aos trabalhadores e mais de 16 milhões de dólares em multas. Antes deste acordo, a DoorDash gastou cerca de 1,4 milhões de dólares a tentar impedir que Zohran Mamdani se tornasse presidente da câmara — o mesmo presidente da câmara que, posteriormente, supervisionou a investigação e o acordo. A empresa foi uma das principais doadoras do Fix the City, um super PAC que veiculava anúncios agressivos retratando Mamdani como perigoso e utilizando imagens que considerava islamofóbicas. Fonte.
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