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terça-feira, 29 de setembro de 2026

BICO CALADO

  • A equipa da Irlanda baixou a cabeça durante o hino nacional de Israel, enquanto usava braçadeiras pretas em sinal de protesto. Mas não ficou por aí: os jogadores também se recusaram a apertar a mão aos jogadores israelitas. Estas acções surgem num contexto de protesto contra a actuação de Israel em Gaza e contra o facto de o país não ter sido suspenso pela UEFA. O protesto estendeu-se para lá do relvado: cerca de 140 pubs e bares recusaram transmitir o encontro, enquanto a própria RTÉ reduziu a emissão ao mínimo contratualmente obrigatório, sem estúdio, comentadores próprios, publicidade ou patrocínios. A dignidade também conta. E o futebol também é político, por mais que alguns continuem a insistir em negá-lo. A Rússia, suspensa das competições da UEFA desde 2022, é um exemplo disso. RiseUp Portugal.
  • “(…) As cidades estão transformadas em refugio de capitais especulativos, em hotéis, hotéis, hotéis, hotéis e as pessoas vivem a 2 horas do trabalho, não comem bem para pagar metade do salário em habitação ou vivem sem dignidade três gerações em cubículos. As terras estão a ser pilhadas, de Oeiras ao Barroso, da Comporta e Évora para estes vampiros colocarem os seus capotais. Não vivem, não habitam, não trabalham, não produzem, esmifram quem trabalha e destroem a paisagem e o espaço comum. As medidas fofinhas para parar esta obscenidade - que se chama açambarcamento de casas e espaço público e não "crise de habitação" (parem de usar de palavras do senhor amo, não é "crise", é açambarcamento) - têm sido o financiamento aos senhorios, o que, evidentemente só serviu para aumentar o preço das casas. Há dias escutei na rádio Antena 1 -sem contraditório - um auto designado representante dos fundos de investimento imobiliários (um trabalhador árduo, tive pena do suor que verte) a dizer que têm muitas casas com rendas até 2300 euros para o Governo lhes pagar (subsídios) e eles colocarem no mercado...Ou seja, querem viver estes senhores de subsídios, da lei feita à medida deles pelo Governo deles pelo Estado deles. Não vi Ventura chamar-lhes parasitas, andava entretido com o tanque do Neves. Na verdade, do Ventura do Chega que trabalhou nos vistos gold ao serviço de imigrantes milionários ao PSD, IL e PS todos apoiam estas medidas desde a lei Cristas, que têm servido para fazer das casas casinos, e da cidade um parque de diversões, esvaziadas de alma e beleza. (…) Podem dar voltas, não há outra forma, o país está a ficar vazio de gente, nem trabalhadores nacionais nem imigrantes, ninguém aqui consegue viver. É urgente socializar os solos urbanos, mantemos a propriedade das casas mas não dos solos urbanos. Não há crise de habitação nem falta de construção, pelo contrário, estamos rodeados de betão. Faltam jardins, ciclovias, espaços livres de convívio. Faltam-nos partidos socialistas a sério. Se alguém for ao supermercado comprar a comida toda e colocá-la no mercado um ano depois ao triplo é ilegal, como pode alguém, neste caso Bancos e hotéis, comprar as casas todas e ainda falar na rádio pública a pedir um rendimento máximo parasitário?” Raquel Varela, Expropriar os fundos imobiliários, já!
  • A galinha dos ovos de ouro está a tornar-se numa vaca sagrada. República dos Pijamas, Substack.
  • Ucranianos e ucranianas, quem são os vossos defensores? – por Boaventura de Sousa Santos. António Gomes Marques, A viagem dos argonautas.

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