- O Ministério Público acusou dois cidadãos e três empresas por descargas ilegais de resíduos industriais entre 2019 e 2023. Segundo a acusação, os arguidos, atuando em nome das empresas, eliminaram resíduos e águas residuais industriais sem tratamento e sem licenças, depositando‑os ilegalmente numa herdade na Raposa, no concelho de Almeirim, em armazéns em Setúbal e numa instalação fabril em Alcanena, com o objetivo de evitar custos de processamento. As descargas e depósitos ilegais provocaram degradação dos solos e dos ecossistemas, afetando fauna, flora e a utilização agrícola dos terrenos. Fonte.
- O Ministério Público pede a declaração de nulidade dos atos administrativos que permitiram o licenciamento do hotel Hilton, na Parede, e a demolição parcial dos últimos três pisos. O processo está repleto de irregularidades e favorecimentos: construção indevida em zona de orla costeira, reserva ecológica nacional e especial vulnerabilidade a risco de galgamento de águas; venda pela Câmara de uma parcela de terreno muitas vezes abaixo do preço de mercado; isenção arbitrária por parte da Câmara de milhões de euros em compensações. A queixa-crime envolve o município de Cascais, o anterior presidente da câmara Carlos Carreiras (PSD), o antigo vice-presidente e atual ministro das Infraestruturas e Habitação Miguel Pinto Luz, a ex-vereadora do Urbanismo Filipa Roseta (PSD) e o atual presidente da autarquia, Nuno Piteira Lopes (PSD). O ministro Pinto Luz defendeu o processo de licenciamento. O assunto foi várias vezes abordado na Assembleia Municipal mas esbarrou sempre com a muralha da maioria PSD-CDS. Fonte.
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