- As gigantes tecnológicas Microsoft, Amazon, Google, Meta exerceram pressão com sucesso para que fosse introduzida uma cláusula de confidencialidade na legislação da UE, impedindo o acesso do público a dados ambientais essenciais relativos a centros de dados específicos. Especialistas jurídicos alertaram que a cláusula viola a Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia e a Convenção de Aarhus (um tratado internacional sobre o acesso à informação ambiental), considerando tratar-se de uma violação excecional e flagrante dos princípios de transparência. Apenas os dados gerais, a nível nacional, são públicos. As comunidades afetadas, os académicos e os jornalistas não têm acesso ao impacto preciso de cada instalação. Atualmente, apenas 36 % dos centros de dados elegíveis apresentaram relatórios, e apenas 80 % desses dados são considerados precisos. A UE vai triplicar a capacidade dos centros de dados com um investimento de 176 mil milhões de euros ao longo de cinco anos, o que suscita preocupações quanto ao consumo de energia, ao consumo de água, à poluição e aos impactos nas comunidades. Fonte.
- A Petrobras realizou a sua Assembleia Geral Ordinária. Enquanto acionistas aprovavam a distribuição de R$ 41,23 biliões em dividendos e elegiam membros do conselho de administração, organizações da sociedade civil protestaram em frente ao prédio onde se realizava a reunião, no Centro do Rio de Janeiro, exigindo uma transição energética justa, Justiça Climática e o fim da exploração de petróleo na Amazônia. Os manifestantes lembraram o do vazamento de fluido ocorrido na perfuração do poço Morpho, no bloco FZA-M-59, na Foz do Amazonas, em janeiro. E também destacaram que, enquanto a Petrobras lucra muito com combustíveis fósseis – a empresa teve lucro líquido de mais de R$ 110 bilhões em 2025 -, a sociedade fica com o prejuízo, sofrendo os efeitos de eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes e intensos devido às mudanças do clima, causadas principalmente pela queima de petróleo, gás e carvão. Fonte.
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