- “Li hoje na newsletter do Algarve Daily News: 'Uma equipa de 70 trabalhadores do sector energético irlandês esteve nas últimas duas semanas no centro de Portugal a colaborar na reposição do fornecimento de eletricidade em várias comunidades afectadas pelas tempestades recentes, onde alguns habitantes permaneceram sem energia durante mais de três semanas. A chegada dos técnicos a aldeias isoladas foi marcada por momentos de grande emoção entre as populações, que aguardavam por soluções para uma situação insustentável.’ De acordo com a notícia ‘os trabalhadores pertencem à empresa pública de eletricidade da Irlanda’. Viajaram até à região de Fátima, onde ficaram instalados para repararem as infraestruturas em zonas rurais do distrito de Leiria. Portanto, têm sido voluntários da Irlanda a repor alguma normalidade a centenas de famílias nas zonas destruídas pelas tempestades. A ESB, de onde vieram a maioria destes voluntários, é a principal empresa de electricidade da Irlanda. É uma empresa pública: pertence 97% aos Estado e 3% aos funcionários da eléctrica. O que é que esta notícia e a solidariedade dos irlandeses dizem sobre o nosso País? Dizem que sofremos de fragilidades terríveis. Dizem que as privatizações - ao desbarato - de empresas estratégicas, como a EDP, acompanhadas pelo desmantelamento de equipas técnicas, que existiam quando estas estruturas estavam sob controlo público, nos deixam desprotegidos e vulneráveis. Dizem que a sub-contratação de funções essenciais, seja numa E-Redes ou nos hospitais, reduzem a segurança e a qualidade dos serviços. Dizem que a emigração de portugueses qualificados, sejam electricistas ou cirurgiões, nos deixa desprotegidos e vulneráveis. Dizem que a precarização dos contratos de trabalho, a insuficiente aposta na formação técnica, agravaram ainda mais a já anteriormente deficiente capacidade de resposta em situações de emergência. Dizem que enquanto forem accionistas privados - e políticos ao seu serviço - a decidir os meios para reagir numa emergência, os 'apagões' continuarão, como continuarão as os incêndios (em Portugal duas multinacionais da celulose, através dos seus lobistas, mandam na política florestal assente em eucaliptais) e continuarão as listas de espera no SNS.” Miguel Szymanski, Ora tudo se apaga, ora tudo arde.
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- Jornalistas presos pelo ICE revelam os horrores da encarceramento. Jeremy Busby, Scheerpost/Truthout.
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