Uma recente investigação realizada pela Earthsight e pela Auriga expõe uma grande empresa madeireira e de celulose por ter contribuído para inundações mortais em Sumatra, na Indonésia, por meio do desmatamento ilegal em grande escala na sua concessão.
O governo indonésio e a sociedade civil culparam o desmatamento desenfreado em Sumatra por agravar as inundações e deslizamentos de terra que mataram mais de 1.100 pessoas desde 26 de novembro de 2025.
Uma das áreas mais afetadas, Batang Toru, viu rios destrutivos de troncos e detritos de exploração florestal serem arrastados pelos vales dos rios, vídeos que tiveram milhões de visualizações nas redes sociais e levaram a protestos públicos.
Grandes áreas de floresta virgem e habitat de orangotangos foram ilegalmente desmatadas dentro da concessão da empresa de plantação de madeira e celulose PT Toba Pulp Lestari. A floresta desmatada ficava em encostas íngremes a montante de áreas fortemente afetadas, numa zona classificada como protegida e oficialmente reconhecida como de alto risco de deslizamentos de terra.
A empresa alegou que o desmatamento ilegal foi realizado por terceiros, mas pesquisas de campo indicam que algumas áreas desmatadas foram plantadas com monoculturas de eucaliptos.
A celulose produzida pela empresa foi rastreada até um grande fabricante e exportador de "rayon" feito de fibras de madeira, usado na fabricação de roupas e outros produtos vendidos em todo o mundo.
Em resposta às conclusões, a PT Toba Pulp Lestari afirmou que todas as suas operações são legais, que não abate nenhuma floresta natural e que não há qualquer ligação entre as atividades da empresa e as inundações e deslizamentos de terra.
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