- "Em 1943, Franklin Roosevelt e Winston Churchill fizeram um ultimato a Salazar: ou Portugal abandonava a neutralidade e permitia o uso militar dos Açores ou os EUA e o Reino Unido ocupariam e manteriam o arquipélago. Sabia-se que havia planos para derrubar Salazar e colocar um fantoche no seu lugar que fizesse tudo o que os EUA quisessem para de futuro não terem constrangimentos geopolíticos e militares. (…) A comercialização e transferência de territórios entre Estados é mais comum do que parece, ocorreu em tempos recentes e não basta a Trump ter em vigor um acordo com a Dinamarca datado de 1951. É preciso mais." Alexandre Guerreiro.
- “O primeiro-ministro canadiano Mark Carney afirmou no Fórum Económico Mundial em Davos que a «ordem internacional baseada em regras» liderada pelos EUA chegou ao fim e «não voltará». O que acabou não foi a sociedade internacional baseada em regras. Nem, após tantos apelos para revelar quais eram essas regras e onde estavam escritas (…) Os EUA, como única «hiperpotência», ditaram essas regras durante décadas, casuisticamente (de acordo com os seus interesses), e os seus aliados concordaram sem hesitação. Foi isso, e apenas isso. O que realmente acabou foi que os aliados já não estavam a salvo dos apetites do Chefe. Enquanto foram poupados, aplaudiram e muitas vezes até pediram mais; mais punição para os «desobedientes», mais agressão para os arbitrariamente «fora da lei», mais mísseis, sangue e sofrimento para os povos «exóticos» sob o pretexto do humanitarismo. Agora, finalmente perceberam que, depois de todo esse tempo, não tinham sido protegidos das atrocidades do seu chefe: estavam apenas na fila, atrás de tantos outros infelizes, aguardando o momento em que seria a sua vez de experimentar o que tanto os excitava, enquanto aplaudiam ruidosamente a «ordem» que o Grande Senhor administrava de acordo com os seus impulsos. O jogo perdeu a piada para os europeus, canadianos e australianos míopes. Não era suposto eles juntarem-se a povos coloridos como os vietnamitas, afegãos, sírios, líbios, somalis, nigerianos e quase todos os países da tão maltratada América Latina. A indignação vem daí, não de qualquer humanismo, mesmo que requentado pela enésima vez, para ser servido à mesa dos ingénuos que, sabendo que já não pertenciam ao «herrenvolk» (o povo superior de Hitler), pelo menos tinham a ilusão de ainda serem administradores da Grande Casa Imperial.” António Gil, Aquele momento em que alguém anuncia o fim de algo que nunca existiu – Substack.
- Ela criticou o apoio do presidente da câmara a Israel no Facebook. Depois, a polícia apareceu-lhe à sua porta. Fonte.
- A outrora lucrativa indústria de exportação agrícola de Israel enfrenta uma crise existencial, com os agricultores a alertar para um «colapso» iminente, à medida que o país se torna cada vez mais isolado nos mercados globais. Os produtores de citrinos e manga estão a ser os mais afetados, com as encomendas da Europa e da Ásia a esgotarem-se. Fonte.
- Manifestantes suíços enfrentam canhões de água para dizer «Trump ainda não é bem-vindo» no início do Fórum Económico Mundial em Davos. Fonte.
- Os eurodeputados decidiram recorrer ao Tribunal de Justiça da União Europeia para que este verifique a compatibilidade do acordo UE-Mercosur com os tratados europeus. O processo de ratificação está suspenso enquanto os juízes se pronunciam, o que pode demorar até 18 meses. Fonte.
- ‘A agente da Polícia Federal Letícia da Cunha Padilha admitiu ter espionado o delegado da PF Fábio Shor, responsável por investigações sobre a tentativa de golpe bolsonarista. A confissão foi feita logo que ela veio a público, em dezembro do ano passado, e passou a se apresentar como “descartada pelo sistema” em uma página no Instagram. Letícia Padilha e o marido, o também agente da PF André de Oliveira Valdez, se mudaram para os Estados Unidos no final de 2024 e, no primeiro semestre de 2025, conseguiram licença não-remunerada de três anos para tratar assuntos pessoais em Arlington, no Texas. A cidade é a mesma em que está morando o deputado federal Eduardo Bolsonaro, do PL de São Paulo, durante seu auto-exílio estadunidense.’ Thalys Alcântara, The Intercept.
- Documentos revelam conflito de longa data entre os EUA e o Reino Unido sobre o Tribunal Penal Internacional. Fonte.
- Entre os 37 detidos pela Unidade Contraterrorismo da Polícia Judiciária na terça-feira [20abre2026] há atuais e antigos militantes do Chega. Segundo o Jornal de Notícias, os três militantes que já foram candidatos do Chega às eleições são Rui Roque, que liderava o núcleo do Grupo 1143 em Faro e se tornou conhecido por defender num Congresso do Chega que se retirem os ovários às mulheres que interrompem a gravidez; João Peixoto Branco, ex-membro da concelhia do Chega em Guimarães e líder do núcleo vimaranense do 1143, alvo de queixas à PSP por agressões e intimidação contra imigrantes e antifascistas na cidade; e Rita Castro, da mesma freguesia que Peixoto - Selho de São Lourenço - e que foi a número 2 da lista do Chega à Câmara de Guimarães nas eleições de 2021. Via Esquerda.
- A vantagem de ser decente. Tiago Franco, Visão.
- Vós sois culpados! Raquel Varela.
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