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quinta-feira, 6 de novembro de 2025

BICO CALADO

Zuma Press/Alamy Live News
  • Quem vende armas ao Comando Vermelho? Empresário investigado por fornecer armas à maior facção do Rio mantém empresa e imóvel nos Estados Unidos. Presidente do Clube Americanense de Tiro e sócio de quase uma dezena de empresas em Americana, no interior de São Paulo, o ex-atirador esportivo Eduardo Bazzana, 69 anos, foi preso em maio deste ano, acusado de fornecer armamentos e munições ao Comando Vermelho. Uma apuração da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro revelou que, entre fevereiro e março de 2023, ele movimentou cerca de R$ 1,6 milhão em transações ligadas ao comércio ilegal de armamento pesado com destino à maior facção do Rio de Janeiro. Durante a operação que levou à prisão do empresário, os agentes encontraram 200 armas, 40 mil munições e três carros de luxo, incluindo um Cadillac de mais de R$ 2 milhões. Eduardo Bazzana segue preso preventivamente. Mas as investigações também apontam que o filho do empresário, Phelipe Bazzana, seguiu com os negócios ilegais após a prisão do pai. De acordo com o Ministério Público de São Paulo, o filho assumiu as atividades do grupo. Ele foi alvo de uma nova operação realizada em agosto de 2025 pelo Gaeco, em parceria com a Polícia Federal, o Exército e o Baep. Durante as buscas, foram apreendidas 183 armas, incluindo 20 fuzis. No local, os policiais encontraram um bunker, uma sala secreta acionada por um botão sob uma mesa, com abertura eletrônica. Fonte.
  • A Associação de Juristas pelo Respeito ao Direito Internacional (JURDI) processou a Airbnb em França por listar propriedades nos territórios palestinianos ocupados por Israel na Cisjordânia. A Airbnb é acusada de apoiar crimes de guerra ao listar propriedades nos territórios ocupados na Cisjordânia. A entidade está a pedir ao tribunal que ordene à empresa a remoção dos anúncios nos colonatos israelitas. «Ao oferecer essas acomodações, a Airbnb contribui para a normalização e perpetuação do regime colonial, fornecendo recursos financeiros aos colonos e legitimando a sua presença», afirma a JURDI no seu processo judicial. Fonte.
  • O YouTube apagou pela calada mais de 700 vídeos e encerrou as contas de três importantes organizações palestinianas de direitos humanos. As contas apagadas pertenciam à Al-Haq, ao Al Mezan Center for Human Rights e ao Palestinian Centre for Human Rights, todas elas com inúmeras imagens que alegavam violações do direito internacional por parte de Israel em Gaza e na Cisjordânia ocupada. O conteúdo dos vídeos incluía investigações sobre ataques israelitas, testemunhos de sobreviventes e documentação sobre o assassinato da jornalista palestino-americana Shireen Abu Akleh. Os ‘eclipses’ ocorreram no início de outubro, logo após o governo dos EUA ter imposto sanções aos grupos que cooperavam com o Tribunal Penal Internacional. Fonte.
  • Gabriele Nunziati, jornalista italiano, foi demitido do seu cargo após perguntar à porta-voz da Comissão Europeia se Israel deveria pagar pela reconstrução de Gaza. Fonte.
  • Dezenas de milhares de assinaturas foram recolhidas na Inglaterra para uma petição exigindo que Israel seja banido do futebol internacional devido às suas ações em Gaza e pedindo o cancelamento de uma partida entre o Aston Villa e o Maccabi Tel Aviv. Fonte.
  • Angelika Niebler, chefe da poderosa delegação alemã de centro-direita no Parlamento Europeu, está a ser investigada por uso indevido de fundos da UE. Niebler é acusada de contratar assistentes para a transportar da sua cidade natal, Munique, para Bruxelas e Estrasburgo, bem como para compromissos privados e profissionais não relacionados com o seu trabalho como deputada do Parlamento Europeu. Ela também terá pedido aos seus assistentes em Bruxelas para realizar tarefas privadas não relacionadas com o seu trabalho como legisladora e contratou um assistente na Alemanha, utilizando fundos do Parlamento, para trabalhar para um antigo colega deputado do Parlamento Europeu. Fonte.
  • Os magnatas donos dos media mostram como não gostam da vitória de Zohran Mamdani.

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