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quarta-feira, 16 de julho de 2025

BICO CALADO

  • “A Assembleia da República, por unanimidade, aprovou um voto de pesar pela morte do Padre Martins. Significa que o partido fascista Chega e a extrema direita da IL votaram a favor. Ora, o Padre Martins é a primeira figura pública que diz em voz alta que o Chega é um partido fascista. É portanto um ultraje à sua honra, um homem que lutou contra o bombismo de extrema direita, contra a ditadura que o Chega defende (para quem, em cartazes, pelo país todo, o 25 de Abril foi um erro, é o centro da campanha deste Partido, “estamos mal há 50 anos”). Este voto de pesar é também um sintoma da nova face destes deputados fascistas – recentemente fizeram um vídeo a apoiar os ferroviários, mas quando foi a greve, há dois meses, estavam contra; o programa do Chega é pela privatização da saúde, mas retiraram do ar essa parte; sempre acharam a TAP um sorvedorouro de dinheiro e agora estão preocupados com a soberania. Neste Partido a mentira não é uma vergonha.(…)” Raquel Varela, Mentirosos, há 100anos.

  • “O jovem Uriã Fancelli teve no domingo passado (12JUL25) mais uma diatribe. Na primeira vez que interagimos, acusou-me de desonestidade intelectual, apenas por eu ter uma opinião diferente da sua. Nessa altura, esbocei um sorriso e fingi que não percebi. Mas desta vez, quando Fancelli disse “omite [eu] as baixas russas não sei se intencionalmente ou por uma simpatia russa. Todo o mundo sabe que o Major General tem… mas ele [eu] omite intencionalmente os ataques contra as estruturas civis na Ucrânia”, não podia fingir que não tinha percebido. (…) Fancelli não é isento, tem uma agenda e é pago. Anda a fazer pela vida. Tem de mostrar serviço ao patrão. Veio sociabilizar-se à Europa, onde frequentou dois mestrados. Trabalha para o Kyiv Independent, um jornal que não é bem o jornal oficial do governo ucraniano, mas anda lá próximo, que de independente só tem o nome, para além de ter sido subsidiado pela USAID. Utiliza esse fórum para apelidar a visita do presidente do seu país Lula da Silva à Rússia de hipócrita. Não é, pois, difícil de perceber para quem trabalha. (…) Como qualquer propagandista que se preze tem presença em várias redes sociais (Instagram, “X”, etc.). A sua grande razão de estar na vida é tentar contrariar quaisquer versões dos acontecimentos, que ele suspeite integrarem uma campanha de “desinformação russa”. Para isso, pagaram-lhe a participação na segunda conferência Internacional Crimeia Global, em Kiev, organizada pela anedótica “Missão do Presidente da Ucrânia na República Autónoma da Crimeia”, apadrinhada e com o apoio da Embaixada da Ucrânia no Brasil, com a qual mantém excelentes relações, e onde parece não faltar dinheiro para pagar a viagem de 28 “especialistas” brasileiros a Kyiv, numa operação de diplomacia pública, ou se quisermos para uma operação de lavagem ao cérebro. (…)” Carlos Branco, O avençado Fancelli – Cortar a direito.
  • Sou um estudioso do genocídio. Reconheço-o quando o vejo. Omer Bartov, professor de estudos sobre o Holocausto e o genocídio na Universidade de Brown – NYTimes.
  • Um lobista empresarial [Ken Kies] que durante décadas ajudou grandes empresas e norte-americanos ricos a fugir aos impostos é agora o principal responsável pela política fiscal do Departamento do Tesouro dos EUA, cargo em que redigirá as regras de aplicação da lei orçamental republicana recentemente aprovada. Fonte.

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