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quarta-feira, 2 de julho de 2025

BICO CALADO

  • A página da Mr Mondialisation foi banida do Facebook por causa desta fotografia de indígenas da Amazónia, aliás incluída numa antiga reportagem originalmente escrita e publicada em 2021 e intitulada "Colonialismo verde: quando os indígenas são expulsos em nome da ecologia". A imagem em questão é uma fotografia dos Yanomami, um povo indígena da Amazónia, fotografado na sua vida quotidiana no meio da floresta por Fiona Watson. A META acusa este cliché jornalístico de "nudez infantil"!
  • Os primeiros "refugiados científicos" americanos chegam a França. A Universidade Aix-Marseille está a atrair investigadores que se sentem visados pela administração Trump. Fonte.
  • Devolutos, uma aplicação que surgiu para denunciar prédios devolutos em Lisboa, com ambição de se expandir para o país todo, foi ameaçada com tribunal, pela Associação Nacional de Proprietários. Fonte.
  • “(…) Hoje há um sector dos liberais de direita e dos que se dizem de esquerda que se unem em torno da ideia de que o problema são os catedráticos, e que qualquer professor deve ser director e Reitor. Pior que um catedrático prepotente é um gestor, é isso que na verdade querem liberais e esquerda pós moderna. Querem acabar com directores e Reitores que são professores de carreira e paulatinamente colocar lá gestores. Primeiro vão ser gestores professores, depois serão só gestores, finalmente podem mesmo ser sociopatas formados em comunicação, que é o que cada vez mais sabem os gestores, destruir recursos dando-os aos accionistas, abrir processos disciplinares aos trabalhadores e comunicar com lata que é tudo em nome do bem do país. Tal como nas escolas secundárias, hospitais, onde um enfermeiro gestor pode decidir o trabalho de um médico, um gestor de saude o de um enfermeiro obstetra ou um animador cultural com um mestrado em gestão pode decidir o trabalho de um professor de física. (...)” Raquel Varela.
  • “Sinceramente, nesta altura, deviam dar a Netanyahu o seu próprio quarto na Casa Branca e uma secretária na Sala Oval. O primeiro-ministro de Israel está a fazer a sua terceira viagem à Casa Branca nos cinco meses desde que Trump regressou ao poder. Isto acontece no momento em que a administração Trump revoga os vistos americanos do duo britânico de rap punk Bob Vylan, antes de uma digressão pelos EUA, por terem cantado "Morte, morte às FDI" num concerto no Reino Unido. Os apoiantes bajuladores de Trump, que passaram anos a queixar-se de que os seus direitos de liberdade de expressão estavam a ser atacados, parecem não se importar que o seu governo decida que palavras os americanos podem ouvir no seu próprio país. Isto acontece também no momento em que Trump intervém ativamente no sistema judicial israelita para impedir que o processo de corrupção de Netanyahu avance. O presidente tem recorrido repetidamente às redes sociais para exigir que Israel abandone o processo de corrupção contra o primeiro-ministro, chegando mesmo a insinuar que os EUA poderiam cortar o fornecimento de armas se o julgamento não fosse cancelado. "Os EUA gastam milhares de milhões de dólares por ano, muito mais do que qualquer outra nação, para proteger e apoiar Israel", disse Trump. "Não vamos tolerar isto. Acabámos de obter uma grande vitória com o Primeiro-Ministro Bibi Netanyahu ao leme - e isto mancha muito a nossa vitória. DEIXEM BIBI TRABALHAR, ELE TEM UM GRANDE TRABALHO A FAZER!" Caitlin Johnstone, A Administração TrumpanyahuSubstack.

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