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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

BICO CALADO

Via Volksvargas.

  • “Na luta económica entre o México e os EUA, o meu coração não hesita, estou com os mexicanos. Já na luta económica entre EUA e Canadá, para ser sincero, estou mais do lado da luta. (…) É porque o México sempre foi espoliado pelos EUA enquanto o Canadá gozou sempre de um estatuto especial até que - sejamos duros e realistas - voluntariamente se colocou submissamente na posição de um dos mais caninos vassalos dos EUA. (…) quero mais é que os canadianos se virem, nessa guerra económica. Se baterem o pé aos EUA ganham um pouco do respeito que fui perdendo por eles. Já com o México, a minha relação é diferente, estarei para sempre com os Mexicanos e quero inclusivé que eles recuperem o território que os gringos lhes roubaram. (…)” António Gil.
  • “O foco de Trump é atacar economias que exportam mais para os EUA do que importam dessa nação. China, Canadá, Europa, México, o que têm em comum? apenas isto, exportam mais para os EUA do que importam dessa...coisa. (…) As importações dos EUA são, por esta ordem: 1- China, 2-México 3. União Europeia 4- Canadá. Então que faz Trump? coloca uma pistola na cebeça de todos esses países e diz-lhes: ou equilibramos isto, ou vamos disparar. E os governos nesses países perguntam-se: que merda vamos nós comprar-lhes para equilibrar isto? eles não produzem caca nenhuma! Bom, Trump tem uma resposta para cada caso: o Canadá e a Europa? devem comprar armas. A última deve comprar energia também, já que sancionou o seu grande fornecedor, a Rússia. O México? deve impedir a imigração e aceitar a intervenção militar americana dentro de suas fronteiras, a pretexto do combate às drogas. (…) Os políticos europeus, eurocêntricos como sempre foram, ainda olham para lá do grande lago Atlântico pensando que se fizerem o número de circo certo (malabarismo, palhaços, domadores), terão a atenção do novo gestor do negócio circence.” António Gil.
Bruce MacKinnon
  • O líder da província mais populosa do Canadá disse que está rasgando um contrato com os serviços de internet Starlink de Elon Musk à luz das tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o Canadá. O primeiro-ministro de Ontário, Doug Ford, assinou um acordo de 100 milhões de dólares canadianos (€ 66 milhões) com a empresa de Musk em novembro para fornecer internet de alta velocidade aos residentes rurais. "O Ontário não vai fazer negócios com pessoas empenhadas em destruir a nossa economia", afirmou Ford, proibindo também as empresas americanas de concorrerem a contratos provinciais. Fonte.
  • Trump decretou que o Golfo do México passará a chamar-se "Golfo da América". Para a historiadora Nepthys Zwer, esta é uma decisão solitária que marca uma mudança de paradigma óbvia e muito preocupante: “De um ponto de vista histórico, esta forma de retomar o controlo sobre a maneira como o mundo é nomeado é um processo bastante banal e clássico. Os topónimos e os mapas são como palimpsestos, memórias da história: cada novo governante ou proprietário inscreve os topónimos da sua escolha, apagando os anteriores. Os mapas são uma forma de escrever o mundo. Têm uma força performativa, produzindo um efeito sobre a realidade porque lhes é atribuída cientificidade e objetividade. A este respeito, as decisões de Donald Trump são sustentadas por verdadeiras políticas expansionistas, quase belicosas. A mudança de nome das cartas prepara-nos para uma normalização destas políticas. Tradicionalmente, são os Estados-nação que possuem e impõem este poder cartográfico. A novidade é que esse poder parece ser agora a escolha de um só homem, Donald Trump, aliado aos Gafams [as multinacionais digitais norte-americanas, representadas pelo acrónimo Google, Amazon, Facebook, Apple e Microsoft]. É uma mudança de paradigma clara e muito preocupante no poder de moldar o mundo.” Fonte.
  • A francesa Decathlon escolheu o Bangladesh, um país pobre do Sul da Ásia, para fabricar o seu calçado e vestuário desportivo. A marca seleciona os subcontratantes que pagam os salários mais baixos, mesmo que isso signifique trabalhar com fábricas clandestinas e perigosas para os seus empregados. Fonte.

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