No que respeita a aniversários, o dia 16 de julho assinala não um, mas dois acontecimentos graves. Às 5h30 da manhã de 16 de julho de 1945, J. Robert Oppenheimer liderou um grupo secreto de cientistas para detonar a primeira bomba atómica do mundo no deserto de Chihuahuan, no centro-sul do Novo México. A luz foi tão intensa que uma cega local conseguiu detetar, por breves instantes, a explosão de luz. Essa mesma luz foi suficientemente potente para branquear vacas castanhas. O calor sobrenatural, por sua vez, transformou a areia em vidro. Mas, apesar do que se sabia sobre a radiação na altura, nenhuma população foi evacuada.
Exatamente 34 anos depois [1979], e quase ao mesmo tempo, uma barragem de terra que continha resíduos de urânio colapsou, libertando 1100 toneladas de resíduos radioativos sólidos e 94 000 galões de rejeitos no Rio Puerco, no noroeste do Novo México. O derrame de Church Rock libertaria três vezes mais radiação no ambiente do que o acidente nuclear de Three Mile Island, a maior parte da qual nas terras da Nação Navajo. Foi, como a Agência de Proteção Ambiental o considerou, o maior derrame radioativo da história dosEUA. O governador do Novo México na altura recusou-se a declarar a rutura como uma emergência federal. Mais uma vez, ninguém foi evacuado.
Alicia Inez Guzmán, SearchlightNM – High Beam.
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