Matteo Farinella, The Bulletin.
- O regulamento europeu das emissões de CO2 no transporte automóvel ajudou os fabricantes, mas não serviu para reduzir as emissões nas estradas, diz o Tribunal de Contas Europeu, após uma auditoria que envolveu a Alemanha, a Itália e os Países Baixos. Pelo contrário, as emissões de dióxido de carbono do setor dos transportes continuaram a aumentar e, em 2021, representaram 23% do total das emissões de gases com efeito de estufa da UE. Os automóveis de passageiros são responsáveis por mais de metade. A conclusão é que nem sempre as regras foram cumpridas, mas incentivaram os fabricantes a produzir mais carros com menores emissões declaradas, o que lhes permitiu poupar cerca de 13 mil milhões de euros em taxas de emissões excedentárias. Registou-se, por isso, uma grande discrepância entre as emissões declaradas pelos fabricantes e as reais. Além disso, as entidades nacionais que serviram de amostra nesta auditoria não cumpriram todas as regras, como o número mínimo de testes laboratoriais para verificar se as emissões declaradas pelos fabricantes estavam corretas. E o que se poupou efetivamente em emissões com tecnologias mais limpas nos motores de combustão interna foi contrabalançado pelo aumento generalizado da massa dos carros (mais 10% na última década) e da potência dos motores (mais 25%, no mesmo período), o que supõe mais consumo de combustível e, por isso mesmo, mais emissões. Victor Ferreira, Público.
- O governo não pode demonstrar que a indústria de biomassa do Reino Unido cumpre os requisitos de sustentabilidade. O Gabinete Nacional de Auditoria, que emitiu o relatório, pretende critérios mais rigorosos para determinar como o Governo avalia a adesão às regras de sustentabilidade, nomeadamente que se diga exatamente de onde vem a madeira utilizada para a queima e se explique como é que essa floresta é cuidada. The Business Deck.
- O deslizamento de terra está a avançar lentamente em direção a Ølst, uma aldeia de 400 habitantes a sul de Randers, na Jutlândia, depois de o solo ter começado a mover-se numa fábrica próxima, gerida pela Nordic Waste, onde já demoliu edifícios. Calcula-se que pelo menos 2 milhões de toneladas de solo contaminado se movam 2 metros por dia, receando-se que possa poluir o rio Alling Å. A Nordic Waste declarou-se entretanto falida, dizendo: “Infelizmente, o deslizamento de terra atingiu uma escala tal que nós, como empresa, somos incapazes de assumir a tarefa de combatê-lo.” Miranda Bryant, The Guardian.

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