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segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

BICO CALADO

Gruta de Fingal, Escócia. 

  • “(...) Não só os palestinos não tiveram voz na criação de um Estado judeu em sua terra natal, mas justamente no momento em que outros países em desenvolvimento ao redor do mundo estavam finalmente se libertando do jugo do domínio colonial. Os palestinos, como os nativos americanos e o povo das Primeiras Nações da Austrália antes deles, tornaram-se vítimas do colonialismo dos colonos europeus - desta vez endossado por uma resolução da ONU com a qual nem os palestinianos nem qualquer um dos estados árabes concordaram ou votaram. A força motriz por trás da Declaração Balfour de 1917, que clamava por uma pátria judaica no Mandato Britânico da Palestina, e do Plano de Partição da ONU de 1948, que estabeleceu um Estado Judeu, foi o sionismo, um movimento religioso, político e cultural que começou no final do século XIX. reivindicar a Palestina como a pátria dada por Deus ao povo judeu. (...)Entretanto, judeus, cristãos e muçulmanos viviam separados uns dos outros na Palestina histórica, em relativa paz, durante séculos. Foi só depois do rápido afluxo de refugiados judeus europeus que fugiram dos pogroms na Europa Oriental após a Primeira Guerra Mundial, e na sequência do Holocausto, que os conflitos na Palestina aumentaram e o derramamento de sangue em ambos os lados começou. (...)Hoje, os líderes ocidentais cúmplices e os seus representantes nos meios de comunicação social torcem as mãos sobre a lamentável perda de vidas civis em Gaza, ao mesmo tempo que apelam hipocritamente a uma solução de dois Estados que sabem ser virtualmente impossível, uma vez que Israel reduziu a quantidade de terras palestinianas de 45 por cento na altura. da partição para 15 por cento hoje. (...)” Stefan Moore, O espetacular fracasso do projeto sionista, Consortium News.

Foto: Himanshu Sharma/NurPhoto/Shutterstock

  • “Alguns jornalistas em Portugal são profundamente corporativistas e, como em muitos outros sectores profissionais, quem encabeça o debate sobre as dores da profissão é, na maioria das vezes, a nata dos jornalistas. Não é a plebe das redacções. São as chefias, os que estão mais próximos das administrações, os que ganham bastante acima da média. Um fenómeno absolutamente extraordinário é o de ver agora jornalistas debater a actual crise com a propriedade de farsantes depois de terem liderado despedimentos colectivos no passado. Há antigos directores de jornais que escolheram a dedo quem é que ia ser despedido pela administração que alertam agora para o perigo da actual situação para a democracia. Há jornalistas que fizeram chacota ou desvalorizaram camaradas seus que faziam greve ou enfrentavam direcções pelos seus direitos e melhores salários. Há jornalistas que deram gás a campanhas negras contra outros jornalistas (e não falo sequer do meu caso pessoal que é apenas uma gota de água neste mar de hipocrisia) levando ao seu despedimento. Há jornalistas que menorizaram e amesquinharam outros jornalistas por trabalharem em meios locais ou de pequena dimensão. Felizmente, este não é o retrato da maioria dos jornalistas, que tenta sobreviver com baixos salários enquanto faz um trabalho digno. (...)” Bruno Carvalho, Os responsáveis.

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