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domingo, 23 de outubro de 2022

Bico calado

  • A União Europeia está a elaborar planos para fornecer à Ucrânia 1,5 mil milhões de euros em ajuda económica por mês no próximo ano, informou Ursula von der Leyen. Falando após uma cimeira dos líderes da UE, von der Leyen disse que a Ucrânia tinha solicitado que os doadores internacionais fornecessem "um fluxo estável, fiável e previsível" de apoio macroeconómico. News24.
  • A Grã-Bretanha está a utilizar o seu orçamento de ajuda para apoiar o Egito, um dos governos mais repressivos do mundo, para vender bens públicos a investidores estrangeiros. Matt Kennard, Declassified UK.
  • O nível do sofrimento e das violações na Etiópia ensombra totalmente o que está a acontecer na Ucrânia, onde os EUA e os seus parceiros da OTAN estão a gastar milhares de milhões de dólares em ajuda financeira e em armas militares. A indiferença dos governos ocidentais e dos media em relação ao horror da Etiópia evidencia a hipocrisia e as motivações políticas cínicas para a sua suposta "preocupação" com a Ucrânia. Finian Cunningham, StrategicCulture.
  • A China tem 5 bases militares em todo o mundo. A Rússia tem 36 bases militares em todo o mundo. Os EUA têm mais de 850 bases militares em todo o mundo. Expliquem-me novamente como é que a China e a Rússia são uma ameaça para os Estados Unidos. Steven Cotterill.
  • A companhia aérea Privilege Style contratada para deportar os requerentes de asilo para o Ruanda abandonou o esquema de operar voos após uma campanha de ativistas anti tortura e organizações de refugiados. Mirror.
  • Oremos por Liz Truss e a sua família após a sua demissão. Dou graças pelo seu serviço público ao nosso país. Devemos estar sempre gratos àqueles que assumem as grandes e difíceis responsabilidades de liderança. Arcebispo da Cantuária.
  • Steve Bannon foi condenado a 4 meses de prisão e $6.500 dólares de multa por desrespeito ao Congresso. ANR.
  • «Assassinos da Lua das Flores - a matança dos índios osage e o nascimento do FBI, de David Grann e publicado pela Quetzal. Na viragem para o século XX, o governo norte-americano forçou os indígenas osage a viverem numa reserva no estado de Oklahoma. Pensou que as terras secas e áridas não tinham qualquer valor, mas enganou-se: os osages viviam por cima de milhões e milhões de dólares de petróleo e em poucos anos tornaram-se o povo mais rico nos Estados Unidos. Foi então que nativos começaram a ser assassinados. Uns foram envenenados, outros estrangulados, outros tantos baleados e uns quantos morreram com atentados à bomba. Mais de 20 osage foram mortos e os responsáveis seguiam impunemente, ninguém sabia quem eles eram. As investigações das autoridades não avançavam e os indígenas não paravam de ser mortos ano após ano. Foi então que uma equipa de agentes do Bureau of Investigation (antecessor do FBI) foram investigar. O livro é uma obra prima de jornalismo literário. Conta os pormenores de cada morte, como as investigações decorreram (e os seus métodos no início da criminologia científica) e como os culpados foram apanhados e julgados. Desmonta uma conspiração e mostra como a ganância e a corrupção grassavam no sistema judicial norte-americano. Como os indígenas eram vistos como sub-humanos, como foram brutalmente espoliados e dizimados. O livro lê-se como se fosse um thriller, mas é tudo verdade. As fontes usadas são avassaladoras.» Ricardo Cabral Fernandes, Setenta e Quatro.

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