- No Cazaquistão, os protestos contra o aumento dos preços dos combustíveis transformaram-se numa revolta que regista várias vítimas mortais. O Cazaquistão é o maior produtor mundial de urânio e um dos principais fornecedores das centrais nucleares francesas. A Orano está lá muito presente, e arrasou uma floresta protegida para desenvolver a sua produção. O país é também um centro de mineração de bitcoin: uma atividade que consome muita eletricidade e é muito poluente. Entretanto, a Orano e a Kazatomprom fizeram questão de salientar que o conflito não afetou as suas produções, pelo que não há uma escassez imediata de urânio ou encerramentos de centrais nucleares, uma vez que muitas instalações acumularam reservas ao longo dos últimos anos. Registe-se, no entanto, a subida do preço do urânio em cerca de 8%. Fontes: Reporterre e Reuters.
- A central nuclear Hunterston B encerrou definitivamente após 46 anos de serviço, reduzindo a capacidade nuclear do Reino Unido em um oitavo e suscitando apelos da indústria para um maior apoio governamental ao setor. Rob Davies, The Guardian.
- Menos de um terço das empresas britânicas têm uma estratégia para atingir o carbono zero e 42% das empresas sentem-se "esmagadas" pelos passos necessários para atingir o objetivo, admite um estudo oficial. Alex Rolandi, Business Green.
- O Brasil vai continuar a utilizar e a subsidiar o carvão como fonte de energia até pelo menos 2040, de acordo com uma lei de "transição energética justa" publicada ontem. A nova lei beneficia os produtores de carvão no sul do estado de Santa Catarina ao prolongar por mais 18 anos as atividades das centrais elétricas a carvão na região. Ao abrigo de políticas anteriores, os subsídios brasileiros para centrais térmicas a carvão deveriam terminar até 2027, e a autorização de funcionamento de três grandes centrais em Santa Catarina deveria expirar em 2025. A nova lei inverte isso, determinando que o governo deve comprar, a um custo fixo, a energia gerada por um grupo de centrais térmicas em Santa Catarina e que 80% da energia seja produzida a partir de carvão extraído na região. Ricardo Baitelo, coordenador do projecto no Instituto de Energia e Ambiente, uma entidade brasileira sem fins lucrativos, descreveu a mudança como "más notícias para os consumidores e para o ambiente. Fabio Teixeira, Reuters.
- O Brasil deixará de monitorizar a desflorestação no Cerrado, a savana mais rica em espécies a nível mundial. A decisão foi tomada devido a cortes orçamentais, disse Claudio Almeida, um cientista que coordena a monitorização por satélite na agência nacional de investigação espacial Inpe. Almeida disse que o Inpe deixará de produzir números anuais para a desflorestação do Cerrado, a menos que consiga encontrar uma nova fonte de financiamento. Uma "equipa mínima" continuará a produzir valores mensais da desflorestação do Cerrado, mas ficará sem dinheiro dentro de seis meses ou menos, acrescentou. Jake Spring, Reuters.
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