- Banqueiro em fuga após autorização judicial para viagem a Londres. Condenado a dez anos de prisão efetiva por fraude fiscal, abuso de confiança e branqueamento de capitais, João Rendeiro confirmou a fuga: “estou no estrangeiro e não pretendo voltar”. O BPP provocou um rombo de 450 milhões às contas públicas. Esquerda.
«(…) em Portugal a lei eleitoral autárquica é diferente e até oposta à lei eleitoral das legislativas (…) a lei eleitoral autárquica portuguesa convida às convergências pré-eleitorais, tal como a lei eleitoral legislativa portuguesa permite e até favorece as “geringonças”, ou convergências pós-eleitorais. (…)» Rui Tavares, Sampaio, a simplicidade e a cidade – Público 29set2021.
- O governo britânico anunciou um plano de emissão de vistos temporários para 5.000 camionistas estrangeiros como resposta ao grave défice de motoristas de camiões que fizeram secar bombas de gasolina nas cidades de todo o país. Os vistos têm a duração de 3 meses. Um camionista polaco já o mandou bugiar: “Nenhum camionista quererá ir por só 3 meses apenas para facilitar a organização das férias dos bifes.” Reuters, via EurActiv.
- Documentos da FOIA mostram que o Pentágono colaborou com Hollywood, reescrevendo dezenas de filmes e programas de televisão sobre a Guerra do Afeganistão para lhes dar uma mensagem mais pró-guerra, ajudando assim a prolongar o conflito. Alan Macleod, MPN.
- «O massacre nazi dos judeus, como qualquer outro evento, por mais excecional que seja, tem de ser visto no seu contexto histórico. Arno J. Mayer, no seu controverso livro Porque é que os Céus não enegrecem?: A ‘Solução Final’ na História (1988), remonta aos horrores da Guerra dos Trinta Anos, a invasão de Magdeburg a 10 de maio de 1631, quando trinta mil homens, mulheres e crianças foram assassinados, e ainda mais atrás ao assassinato em massa, pelos Cruzados, de onze centenas de habitantes inocentes de Mainz em 1096, para encontrar equivalentes aos assassinatos em massa de judeus durante a antiga Segunda Guerra Mundial. Por outro lado, não há qualquer referência ao comércio europeu de escravos, que movimentou à força quinze milhões de negros entre continentes e matou talvez igual número de negros. Nem são mencionadas as guerras coloniais europeias do século XIX ou as expedições punitivas. Se Mayer tivesse olhado nessa direcção, teria encontrado tantos exemplos de extermínio brutal baseados em convicções claramente raciais, que a Guerra dos Trinta Anos e as Cruzadas pareceriam estar desnecessariamente distantes. Só na minha viagem através do Sara, estive em dois Mainzes. Um chama-se Zaatcha, onde toda a população foi exterminada pelos franceses em 1849. O outro é Laghouat, onde a 3 de dezembro de 1852, após a invasão, o terço restante da população, principalmente mulheres e crianças, foi massacrado. Num único poço, foram encontrados 256 cadáveres. Era assim que nos misturávamos com as raças inferiores. Não era de bom tom falar sobre isso, nem era nada que precisasse de ser escondido. Era uma prática estabelecida. Só ocasionalmente se debatia isso.» Sven Lindquist, Exterminate all the Brutes (1992) – Granta 1996, pp 161-162.


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