Vinte empresas são responsáveis pela produção de mais de
metade de todos os resíduos plásticos de utilização única no mundo, revela umainvestigação recente.
O índice dos produtores de resíduos plásticos mostra as empresas que produzem os polímeros que se tornam objectos de plástico descartáveis, desde máscaras faciais a sacos e garrafas de plástico, que no fim da sua curta vida poluem os oceanos ou são queimados ou atirados para aterros sanitários. Refere também que a Austrália lidera uma lista de países que produzem os resíduos de plástico de mais utilização única per capita, à frente dos Estados Unidos, Coreia do Sul e Grã-Bretanha.
A ExxonMobil é a maior poluidora de resíduos plásticos de
utilização única do mundo, contribuindo com 5,9m toneladas para a montanha
global de resíduos, conclui a análise da Fundação Minderoo da Austrália em
parceria com a Wood Mackenzie, a London School of Economics e o Stockholm
Environment Institute. A maior empresa química do mundo, a Dow, com sede nos
EUA, criou 5,5 milhões de toneladas de resíduos de plástico, enquanto a empresa
de petróleo e gás da China, Sinopec, criou 5,3 milhões de toneladas.
Onze das empresas estão sediadas na Ásia, quatro na Europa, três na América do Norte, uma na América Latina, e uma no Médio Oriente. A sua produção de plástico é financiada pelos principais bancos, entre os quais se destacam Barclays, HSBC, Bank of America, Citigroup e JPMorgan Chase. Sandra Laville, The Guardian.
RECOMENDAÇÕES
AOS PRODUTORES DE POLÍMEROS: Divulgar os níveis de
produção de polímeros virgens versus reciclados e a sua "pegada" de
resíduos plásticos de utilização única associada; acabar com o paleio sobre
sustentabilidade e agarrar a oportunidade de reequipamento; comprometer-se a
utilizar ferramentas de medição de circularidade e de elaboração de relatórios.
AOS DECISORES POLÍTICOS: Orientar as políticas para os
produtores de polímeros; acelerar um tratado global sobre poluição plástica; exigir
a divulgação total dos produtores e utilizadores de plásticos de utilização
única, a fim de melhor controlar a cadeia de abastecimento.
AOS INVESTIDORES E BANCOS: divulgar o nível de empréstimo
e investimento na produção de polímeros virgens versus reciclados e a produção
associada de resíduos plásticos de utilização única; comprometer-se a financiar
uma economia circular do plástico; utilizar medidas de circularidade para
informar as decisões de alocação de capital e a acção dos accionistas.
A OUTRAS EMPRESAS DA CADEIA DE ABASTECIMENTO: passar dos
compromissos voluntários para utilizar mais plásticos de utilização única
reciclados para sinais firmes do mercado; desenhar para a reciclabilidade; redução
de plásticos de utilização única desnecessários.

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