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quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Bico calado

  • «(…) Não se fazem acordos com partidos xenófobos, racistas, extremistas e populistas. Com partidos que propalam propostas incompatíveis com a dignidade humana. Ponto! (…) Não se conversa, informal ou formalmente, e muito menos se negoceia com esses partidos. Mesmo que o conteúdo do acordo não ultrapasse as nossas linhas vermelhas ideológicas conceptuais, não existe democracia ou princípios a la carte; e a simples circunstância de nos sentarmos à mesa ou de aceitarmos um acordo, mesmo de mínimos, com tais partidos de extrema-direita, degrada inexoravelmente a nossa reputação e a nossa credibilidade, violentando o nosso ADN. Repudio o relativismo ético. (…) Da minha parte, bater-me-ei pela interdição de qualquer tipo de entendimento, pré ou pós-eleitoral, tanto em eleições autárquicas como legislativas, com o Chega. Por uma questão de caráter, sem o que a política não vale a pena.» Jorge Moreira da Silva, Que é feito do meu partido? – Público 16nov2020.
  • «(…) a grande calamidade foi precedida por uma época na qual se perdeu todo o sentido das proporções e se banalizou o discurso de que os direitos sociais é que eram o grande problema do país porqu estavam a ser implementados, ao passo que as arengas de um antissemita como Xavier Vallat eram consideradas menos ameaçadoras porque o homem era ridículo e nada daquilo tinha a menor hipótese de vir a acontecer.» Rui Tavares, Uma história sobre a perda do sentido das proporções – Público 16nov2020.
  • Ainda não houve casos de covid positivo entre jornalistas? Pergunto isto porque os jornalistas garantem que andam sempre em cima do acontecimento e como o acontecimento está semrpe em cima da mesa, seria normal já ter havido casos…
  • «Houve muitas visualizações dentro e fora do país. Ultrapassamos as 3000 visualizações, número que era muito difícil de atingir com uma edição presencial. Já se devia ter enveredado por este caminho há muito.» João Teixeira, no rescaldo do Cinanima. Maré Viva 17nov2020
  • «A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) condenou a EDP Comercial ao pagamento de uma coima de 89 mil euros por “práticas comerciais enganosas”. O motivo da sanção prende-se com a linguagem usada pela empresa em “cartas de despedida” aos clientes que optaram por mudar de comercializador, em cartas enviadas aos clientes sobre a cessão do forneci mento dual (electricidade e gás) e em campanhas de telemarketing para recuperação de clientes. No processo de mudança decomercializador, as empresas devem abster-se, em qualquer contacto com os ex-clientes, de “recorrer a práticas ou referências ilícitas” com o objectivo de tentar recuperá-los.» Ana Brito, Público 17nov2020.

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