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sexta-feira, 24 de abril de 2020

Lisboa: Climáximo contesta assembleia geral dos acionistas da Galp


Ativistas do Climáximo lançaram o movimento Galp Must Fall e adquiriram ações da petrolífera para poderem participar na assembleia de acionistas da próxima sexta-feira, 24 de abril. O objetivo será questionar a empresa sobre o seu papel no quadro da crise climática, sobre o desenvolvimento do projeto de exploração de gás natural em Moçambique e sobre a sustentabilidade da distribuição de dividendos. Além da participação na assembleia geral de acionistas da Galp, o grupo realizará uma manifestação online e protestos nas redes sociais, como o Twitter e o Instagram.

Em 2019 a Galp obteve um lucro de 536,9 milhões de euros. A administração propõe a distribuição de um total de 580,5 milhões de euros em dividendos, equivalentes a 70 cêntimos por ação. Já em abril a Galp anunciou que por força da queda da venda de combustíveis e da cotação do petróleo irá avançar com um corte de 500 milhões de euros nos investimentos e gastos a realizar este ano (e outro tanto em 2021). A empresa anunciou também o encerramento da refinaria de Sines durante 30 dias, a partir de 4 de maio.
A Galp tem como maior acionista, com 33,34%, a Amorim Energia (detida em 55% pelo grupo Amorim e em 45% pela sociedade Esperaza Holding, controlada em 60% pela Sonangol e em 40% por Isabel dos Santos). O Estado, através da Parpública, tem ainda 7% da Galp.
Os fundos Blackrock e T.Rowe, cada um com cerca de 5%, são os maiores investidores institucionais da Galp, que tem ainda outros acionistas com participações qualificadas (superiores a 2%), como o Capital Group, Massachusetts Financial Services e BNY Mellon. O resto do capital da Galp está disperso em bolsa.

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