- Mais de 250 sindicatos e organizações ambientais uniram-se na plataforma Stay Grounded e subscreveram uma carta aberta contra os planos dos governos de resgatar a indústria da aviação devido à crise do coronavírus. Exigem melhores condições de trabalho e uma redução nas emissões de gases de efeito de estufa. BBC.
- Um grupo de engenheiros da Universidade de Princeton acha que guarda-chuvas gigantes de betão podem ajudar a desviar uma tempestade e minimizar os impactos da subida do nível das águas do mar. Os autores do estudo elaboraram desenhos para guarda-chuvas maciços feitos de placas de betão armado com quatro polegadas de espessura que se curvam para dentro ao longo de um eixo e para fora ao longo do outro. As estruturas propostas serviriam dois objetivos. Em dias de sol, as estruturas de 10 pés de altura podem fornecer sombra para os transeuntes. Durante uma tempestade, os sensores nas estruturas levariam automaticamente as suas partes superiores a inclinar-se para a frente, criando um paredão de 6 metros de altura para proteger a costa do aumento do nível da água. Os investigadores tiveram em conta os dados de tempestades dos furacões entre 1899 e 2012 ao longo da costa leste dos EUA. «Os paredões tendem a tornar-se obsoletos rapidamente, porque a subida do nível do mar é cada vez mais rápida», diz Daniel Aldana Cohen, sociólogo e diretor da Socio-Spatial Climate Collaborative, da Universidade da Pensilvânia. Devido à crise climática, o gelo está a derreter e os oceanos estão a aquecer, o que eleva o nível do mar. Ao mesmo tempo, a crise climática está a tornar as tempestades mais intensas. Estes efeitos combinados podem dificultar a proteção efetiva dos paredões. Quando são implantados, os paredões podem apresentar riscos. Se o mar subir mais alto do que as estruturas, a água poderá acumular-se atrás delas, com consequências mortais. E mesmo que elas consigam bloquear o mar com êxito, essa água ainda precisa de espaço para seguir viagem e inevitavelmente inundará outras zonas. Efeitos como esses causaram problemas durante o furacão Sandy em Staten Island, New York, recorda Aldana Cohen. "Muitos projetos que tinham uma qualidade de infraestrutura mais robusta acabaram a mandar água para o lado, provocando ainda mais inundações», afirma. «Este projeto, se o imaginarmos como uma defesa de uma praia, mesmo que seja bem-sucedido, vai provavelmente causar mais inundações ao lado. Aliás, como em New Orleans, quando aconteceu o Katrina, décadas e décadas de dragagem para ampliar os canais de navegação, tornaram a cidade nove vezes mais vulnerável à tempestade», lembrou. Dharna Noor, Gizmodo.
- A Algoma Steel, a segunda maior fábrica de aço do Canadá, domina o cenário de Sault há mais de 100 anos. É a principal fonte de emprego local, mas expõe os siderúrgicos a contaminantes que causam cancro. Mas agora há um novo complexo industrial proposto para Sault: uma fábrica de ferrocromo que processará um mineral exclusivo chamado cromita encontrado no Anel de Fogo de Ontário. Esta ideia é fortemente contestada para aqueles que vivem do lado americano do rio St. Marys. Sabe-se que as fábricas de ferrocromo produzem um produto químico perigoso chamado cromo-6, o mesmo veneno tornado famoso pelo filme Erin Brockovich. Sault Ste. Marie, Michigan, já tem uma história preocupante no que diz respeito ao cromo-6, após se ter descoberto que uma fábrica de curtumes despejou os seus resíduos sem os tratar durante meio século. Uma grande reportagem da The Narwhal, em parceria com a Environmental Health News, explora a estranha realidade de Sault, como a fábrica de Algoma Steel obteve licebça especial para poluir acima dos limites estabelecidos e como a cidade cortejou a empresa Noront para instalar a nova fábrica de ferrocromo naquele sítio sem notificar o público ou obter o consentimento das tribos índias locais.

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