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sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Bico calado

  • «(…) O pior de tudo isto é que o contributo de Marcelo para a legitimação da extrema-direita está muito para lá do abraço a Bolsonaro. Marcelo está a criar, sem oposição crítica, e com total anuência dos media, uma visão do líder carismático e salvador uni-pessoal. Ele está em todo o lado, ele resolve tudo, ele é o pater familas, um Presidente que faz eclipsar o Parlamento. O omnipresente Marcelo cuida do povo e explica a cada um de nós e a todos os políticos o que devem fazer.(…) Raquel Varela.
  • «Quem não tem saudades de Salazar, Sr. Goucha, são os quatro jovens assassinados pela PIDE durante a Revolução: João Arruda, 20 anos, Fernando Gesteiro, 18, Fernando dos Reis, 24 e José Barnetto, 37. Quando o Sr. Goucha pedir desculpa às famílias destes jovens, talvez eu volte a ver programas na TVI. Antes, nem pensar.» Richard Zimler, FB.
  • «(…) é interessante que Adão Silva, deputado do PSD, tenha há dias criticado as propostas de Lei de Bases do governo e dos partidos à esquerda por serem “ideológicas”, afirmando, em contrapartida, que a proposta do PSD visa um Serviço Nacional de Saúde “descomprometido do ponto de vista ideológico”. O adjectivo “ideológico” aparece aqui com sentido pejorativo e como aplicável apenas às posições do outro lado. O PSD não se limita a criticar as propostas da esquerda para o sector da saúde como sendo, do seu ponto de vista, piores; critica-as por serem ideológicas, em contraste com as presumíveis neutralidade e bom senso da sua própria posição. O mesmo artifício argumentativo foi utilizado por Jair Bolsonaro no seu discurso de tomada de posse, no qual prometeu “libertar a pátria da submissão ideológica” e “estimular a competição, a produtividade e a eficácia sem o viés ideológico”. O novo Presidente brasileiro, ultra-conservador nos costumes e ultra-liberal na economia, apresenta-se como não-ideológico: ideológicos são os outros, os adversários e inimigos.  A utilização do termo “ideológico” em sentido pejorativo no debate político segue uma lógica precisa: visa descredibilizar a posição adversária como extremista e particularista, em contraste com a própria posição, implicitamente apresentada como razoável e universal.(…)» Alexandre Abreu, in Expresso Diário 10jan2019.
  • Eric Drouet, um dos líderes dos Coletes Amarelos em França, disse que aceitaria um convite para se encontrar com o lídere italiano  das 5 Estrelas, Luigi Di Maio. Di Maio disse que queria formar um grupo para as eleições europeias deste ano. EUOBserver. «Não se rendam, o M5S apoia-vos!», disse Di Maio. Vale a pena ler a crónica de Ferreira Fernandes, no DN 8jan2019.
  • «Isabel dos Santos está “doentinha” para se apresentar na PGR de Angola, que por diversas vezes já a convocou. Mas cheia de saudinha p/ vir dar uma de “businesswoman” (por UNITEL q papá cleptocrata lhe concedeu) no PE, em Bruxelas. Trazida por Grupo de extrema-direita anti-UE.» Ana Gomes, Twitter.
  • O Jewish National Fund of Canada, filial da Keren Kayemeth LeIsrael ou do Jewish National Fund usou as suas doações para financiar projetos de infraestrutura do exército, de bases aéreas e navais israelitas, revelou uma auditoria da Canada Revenue Agency após denúncia de um investigador canadiano. CBC.
  • «(…) Até já ponderei começar a fazer um arquivo de histórias e crónicas que não escrevi (…) Seria uma série interminável porque o jornalismo é um campo de batalha: as ideias morrem, as perspetivas revelam-se inviáveis, as fontes tornam-se inúteis, as linhas de raciocínio terminam em becos sem saída, os factos tornam-se ficção após confirmações e cruzamentos de dados, e a verdade que se iria desvendar com uma história jornalística acaba sendo uma mentira. Isso não é problema. Melhor, isso é fantástico. Porque enquanto se trabalha tropeça-se em outras histórias e verdades mais profundas, depara-se com fontes inesperadas e linhas de pensamento mais originais e perspetivas mais excitantes. Descobre-se a verdade. E ao longo do caminho aprende-se que a verdade não está algures no meio (…). A verdade pode ser difícil de encontrar e complicada, mas não está no meio. (...) Não tente ser corajoso porque você quer muito ser ouvido. Jornalismo não é sobre você, mas sobre a história. Censure-se! Isso fá-lo-á pesquisar mais, aprofundar, fazer mais perguntas. Aprecie as entrevistas que faz, não tenha medo de meter os pés na lama, observe, desvende arquivos e relatórios. Entreviste casais aniversariantes, descubra o que provoca tantos acidentes de bicicleta num determinado cruzamento, assista às reuniões do executivo camarário do seu município, veja o jogo de futebol local e escreva uma coluna sobre isso. Aprenda a profissão. Então também aprenderá a borrifar-se para o rótulo que as pessoas lhe colocam quando você se tornar tão experiente e especializado que pode começar a ampliar os géneros jornalísticos que usa e começar a expressar as suas opiniões. Só então se sentirá tão unido ao seu métier que nunca mais publicará um artigo, coluna, reportagem ou ensaio que não seja digno da sua profissão. (…)» Fréderike Geerdink, in Byline.
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