domingo, 10 de junho de 2018

Açores: depósito de amianto na Base das Lajes

Terceira, Açores. Foto colhida aqui.
  • A Base das Lajes tem no seu seio um depósito de amianto, que nunca terá sido alvo de qualquer intervenção. Denominado como "Asbestos Landfill Site", está localizado junto à parte desativada da pista da base militar [das Lajes], ainda dentro da rede de delimitação, revela o Diário Insular citando estudo realizado em 2005 pelos próprios norte-americanos. Este será apenas um de vários pontos onde eram depositados resíduos tóxicos no interior da base. Segundo testemunhas, o sítio terá enterrados também dois contentores com vários materiais nocivos, incluindo tintas à base de chumbo. Os contentores em causa poderão estar a poucos metros da superfície do solo. O "HydrogeologicalReport" (Estudo Hidrogeológico) desenvolvido pela empresa "CH2MHILL" para os norte-americanos, em 2005, também refere a existência desta lixeira repleta de amianto. É sublinhado no estudo que "o extremo nordeste do triângulo da pista de aviação foi utilizado para depositar resíduos, devido à sua localização remota". O depósito de amianto e a "Praia Dump" (Lixeira da Praia) são mencionados neste relatório. Sublinha-se que a «infiltração gradual em sentido descendente deve ser esperada, em vez de um movimento lateral (em direção ao oceano)». O investigador da Universidade dos Açores Félix Rodrigues escrevia, em janeiro, num artigo de opinião no DI: «Esta lixeira não está no perímetro militar da base, fica fora dele e qualquer pessoa pode lá aceder na atualidade. É um problema, porque aí também foram despejadas lamas de lavagem de tanques de combustíveis e antigos transformadores, cheinhos de PCBs (Bifenilospoliclorados), que são substâncias persistentes no ambiente e cancerígenas». FBFélix Rodrigues relembra que, há 10 anos, negavam e até o ameaçaram com o tribunal por difamar a água da Praia da Vitória. «Pelo menos agora assume-se que há contaminação e que há que descontaminar».
  • Organizações ambientalistas portuguesas e espanholas manifestaram-se em Salamanca contra a continuação da central nuclear de Almaraz e a abertura de uma mina de urânio em Retortillo, informa o Observador.
  • A Famille Michaud, uma cooperativa de apicultura do norte da França, avançou com um processo contra a Bayer, após vestígios de glifosato terem sido detetados em lotes de mel. PHYS.

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