sábado, 19 de maio de 2018

A Altri insiste em pulverizar os seus eucaliptais com pesticidas ultrapassados

Foto: Prakash Singh/AFP/Getty Images
  • A Altri Florestal avisou que vai pulverizar os seus eucaliptais com o pesticida EPIK SL e EPIK SG, na União de Freguesias de São João do Monte e Mosteirinho, no concelho de Tondela. A Quercus já manifestou a sua preocupação, uma vez que o EPIK SL é um inseticida sistémico do grupo dos neonicotinóides, à base de acetamiprida e que atua por contacto e ingestão. Atua no sistema nervoso como antagonista do recetor nicotínico da acetilcolina e está homologado para aplicação em eucalipto, para controlar a praga do gorgulho do eucalipto (Gonipterus platensis). «Apesar de se referir que ambos os produtos comerciais são isentos de classificação para as abelhas, não constituindo perigo para estes insetos úteis quando usados nas doses e concentrações para os quais de encontram autorizados, existem receios de apicultores que tem apiários na zona, dado o risco de utilização de pesticidas neonicotinóides para a abelha melífera, assim como para outros polinizadores». A Quercus recorda também que o «Plano de Ação Nacional para o controlo das populações de Gonipterus platensis apresentava um horizonte de atuação de quatro anos e meio (2011-2015), pelo que, atualmente, não existe um suporte regulamentar que justifique as pulverizações com pesticidas para controlo do gorgulho do eucalipto». Além disso, as empresas de celulose avançaram com a luta biológica, utilizando um inseto parasitóide exótico para combater a praga do gorgulho do eucalipto, evitando assim os possíveis efeitos nefastos decorrentes do uso deste tipo de pesticida, pelo que «a utilização de luta química para controlo de uma praga associada às monoculturas de eucalipto em áreas serranas, é reveladora da insustentabilidade da cultura nas condições existentes». Notícias ao minuto.
  • A Comissão Europeia avançou com dois processos de infração contra Portugal por falhas na transposição de diretivas sobre resíduos nucleares e sobre segurança nuclear, dando dois meses às autoridades nacionais para responder. Público.
  • A Holanda vai proibir o uso de carvão na produção de eletricidade na próxima década e vai encerrar duas das suas cinco centrais a carvão no final de 2024. Reuters.
  • A francesa Total anunciou que vai retirar-se do projeto de exploração de gás natural offshore South Pars 11 (SP11), no Irão, que explora a maior jazida mundial de gás, na sequência da imposição de sanções pelos Estados Unidos a todas as empresas não norte-americanas que prossigam negócios com o Estado iraniano.
  • O greenwashing do governo conservador de Theresa May parece ter chegado ao fim após uma semana de anúncios de política ambientalmente regressiva e o colapso do investimento em energia renovável do Reino Unido, escreve Joseph Dutton na The Ecologist.
  • Mo Brooks, congressista republicano eleito pelo Alabama, sugere que a queda de pedras dos White Cliffs de Dover é responsável pela subida do nível das águas do mar. Science Magazine.
  • O Conselho Cívico de Organizações Populares e Indígenas das Honduras (Copinh) e a família Cáceres avançaram com um processo contra o banco de desenvolvimento holandês FMO, um dos financiadores da barragem de Agua Zarca no rio Gualcarque. Alegam que o banco não respeitou os direitos humanos das pessoas afetadas pelo projeto e descartou as advertências sobre violações dos direitos humanos perpetradas na área, críticas levantadas por Cáceres antes da sua morte em 2016. The Guardian.

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