Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Bico calado

  •  «(…) Há imagens que não se esquecem e que definem as pessoas. Uma delas é a de Rui Rio num barco, no Rio Douro, a abrir uma garrafa de champanhe com os seus convivas enquanto assiste à demolição de uma das torres do Bairro do Aleixo. No bairro – sei-o porque estava lá – o clima era de desespero, com um enorme aparato policial montado, mulheres que gritavam de raiva ao ver a sua casa ser implodida, homens a chorar junto ao gradeado enquanto o pó dos destroços se espalhava, crianças atónitas junto ao lugar onde até há poucos dias brincavam e que parecia, agora, um cenário de guerra. Se acaso a demolição daquelas torres tivesse sido negociada com a população, talvez um Presidente da Câmara estivesse junto aos moradores naquele momento, de consciência tranquila por ter cumprido o seu dever e garantido uma alternativa para a vida daquela gente. Se não fosse esse o caso, uma pessoa normal que tivesse tomado convictamente aquela decisão teria ao menos o pudor de se remeter ao silêncio perante o sofrimento dos outros. Rui Rio não fez uma coisa nem outra. Foi para a frente do bairro, no aconchego de um barco no meio do rio, juntou os amigos e celebrou, frente aos cidadãos desesperados da sua cidade, o momento em que as suas casas a vinham a baixo. Perante o sofrimento dos outros, Rui Rio sorriu e brindou. Independentemente do que cada um possa pensar sobre as soluções para o Aleixo – e há muitas opiniões – uma coisa parece-me estar para além das discordâncias políticas: quem faz isto é um canalha. E eu, como muitos outros, não esqueço. (…)» José Soeiro, in Como se faz um canalha – Expresso 16fev2018.
  • «Portanto, o cavalheiro que terminou a licenciatura com 39 anos, que nunca produziu qualquer trabalho académico e cuja única experiência no ensino foi um ano a leccionar matemática numa escola secundária vai agora ser professor universitário em várias universidades. Vai ensinar o quê, meritocracia? Isto é especialmente irónico porque este cavalheiro implementou uma medida que sujeitava professores a uma prova com conteúdos arbitrários e eliminatória, capaz de acabar-lhes com a carreira, e tudo para, supostamente, manter no sistema "apenas os melhores professores". A prova não se aplicava a professores no ensino superior privado, mas, por uma questão de dívida moral, seria interessante ver que aproveitamento teria Passos Coelho na prova que o seu próprio Governo criou, não seria?» Uma página numa rede social.
  • «PORQUÊ? O Correio da Manha e a CMTV pertencem, como é sabido, à COFINA que faz parte de um gigantesco grupo empresarial que engloba uma parte importante da indústria de celulose com a Caima, Altri, Celtejo e outras empresas, tanto de pasta como papel, e mete ainda o grupo metalomecânico RAMADA, várias empresas de investimentos imobiliários, etc. O grupo exporta só em papel cerca de 600 milhões de euros por ano. Acho interessante um grupo assim. Só queria compreender uma coisa. Porque razão há uma ligação tão intima entre o juiz Carlos Alexandre, o Alex do processo de limpeza das burlas de Álvaro Sobrinho, o procurador Rosário Teixeira e outros com este grande grupo industrial e financeiro? Tudo o que o CM escreveu sobre Sócrates mostra que algumas pessoas do Ministério Público e até da PJ estão muito ligadas ao engenheiro Paulo Jorge Fernandes que é diretor/CEO e acionista principal de mais de uma dezena de empresas que parece que herdou o grupo Ramada e depois entrou ou herdou as celulósicas Caima e Celtejo, etc. Podemos todos raciocinar tal como fez o juiz de Instrução Carlos Alexandre e o procurador Rosário Teixeira (o Meias Brancas) e até com mais certezas. Houve troca de favores e a careca foi descoberta com os resultados das análises feitas na CELTEJO colocadas pelo MP em segredo de Justiça. Suponho que o eng. Paulo Fernandes deve ter uma raiva muito especial ao eng. J. Sócrates. Porquê? Não sei. Mas, devemos investigar isso e saber se durante a governação Sócrates no ambiente como ministro e depois como Primeiro Ministro terá havido algo que o grupo eucaliptal do eng. Paulo não gostou. Não vejo que haja pessoal do Ministério Público com razões particulares para liquidarem Sócrates na praça pública, já que as suas queixas por causa da insuficiência de serviços seriam muito maiores contra o governo Passos/Portas/Cristas. E não devemos esquecer que todo a Operação Marquês começou com denúncias e reportagens publicadas pelo Correio da Manha do eng. Paulo Jorge Fernandes. A falta do til não é erro, é propositada. Alguém deve saber qual a razão do ódio do eng. Paulo Jorge Fernandes ao eng. J.Sócrates ou ao Partido Socialista. Admito que pode ter algo a ver com o ambiente nos tempos do governo Guterres até porque o CM foi tão bem tratado pela Autoridade Tributária e várias empresas do Grupo tanto com este governo como com os anteriores. Claro, dentro da lei. Houve um perdão de dívida com a promessa de pagamento de uma parte substancial em prestações e não me parece que os 12,5 milhões de euros tenham grande significado num grupo que é capaz de ter vendas da ordem dos mil milhões de euros. Aquela história do juiz Alex se mostrar muito pobre e provinciano na televisão cheirou-me a falsidade ou a uma mascarada. Ele parecia estar a fingir. Claro, a gente vê as coisas na televisão e há sempre algo que nos parece de uma determinada maneira.» Dieter Dellinger, FB.
  • «Resposta ao Porquê -Talvez o ódio do eng. Paulo Jorge Fernandes ao eng. J. Sócrates seja devido ao apoio dado pela CGD ao Grupo Semapa do Pedro Queiroz Pereira para a compra da maior máquina de papel do Muido, instalada em Cacia na antiga Portucel que agora é "The Navigator Company". O conglomerado Semapa exportou em 2013 papel de qualidade no valor de 1,53 mil milhões de euros. Para se vingar, o eng. Paulo Jorge Fernandes poderá ter dado ordens ao seu jornal e ao procurador Rosário e ao juiz Alex para lixarem o eng. J. Sócrates e poderá ter montado a Operação Marquês que se afastou em todas as acusações a algo que tenha a ver com a indústria de pasta e papelDieter Dellinger, FB.
  • «Fico um bocado dividido com este tema, mas de certa maneira acho bonito que Educação Física passe a contar para a média, só para tramar os marrões. E os estudantes do secundário também estão divididos entre aqueles que fazem "flic-flacs" como quem bebe um copo de água e os que têm de beber um litro de água para correr cem metros. Vai ser um mundo cruel para marrões, porque os que já ficavam com as miúdas mais giras, agora, também ficam com boas médias. (…) eu acho que não faz sentido uma disciplina como Educação Física não contar para a média. Para isso, mais valia não haver. Como não conta para nada, os que não gostam de Educação Física vão para lá descansar e pôr a conversa em dia. A partir do momento em que não conta para nada, o professor de Ginástica fica a fazer figura de parvo, ainda por cima vestido de fato de treino. Mais valia existir um rapper a dar aulas. Imaginem que a Matemática não contava para a média. Quantos alunos é que iriam determinar a equação reduzida da mediatriz de um segmento só porque curtem bué fazer equações reduzidas?! Os alunos só estudam Matemática porque é obrigatório para a média. Se não contasse, nunca mais fariam uma conta, a não ser a quantos dias faltavam para receber a mesada. Na verdade, Educação Física vai-lhes fazer mais falta do que Matemática. Porque, no futuro, se arranjarem emprego, vai-lhes fazer mais falta terem fôlego para ainda conseguirem ir a correr apanhar o autocarro a tempo de chegar a horas ao trabalho do que saber calcular o volume da pirâmide de chocolate que comeram ao pequeno-almoço. (…)» João Quadros, in Corpo são em mente assim-assim - JNegócios 16fev2018.
Share:

0 comments:

Translate

Pesquisar no Ambiente Ondas3

Património

O passado do Ambiente Ondas3

Ver aqui.

Amig@s do Ambiente Ondas3

Etiquetas

Arquivo do blogue