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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Resíduos em Espinho: atitudes e comportamentos mudaram pouco em 9 anos

Fotos tiradas no mesmo local: Espinho, rua 23, entre a 2 e a 4. A da esquerda, publicada em 13 de agosto de 2007 pelo blogue Ondas3 (Sapo) e a da direita, publicada em 17 de agosto de 2016 pelo semanário Maré Viva.

O semanário Maré Viva de 17 de agosto de 2016 publicou uma reportagem sobre o estado da recolha de resíduos sólidos urbanos no centro turístico de Espinho. Nela ressaltam várias críticas de profissionais da restauração e cidadãos comuns. São os maus cheiros, as moscas, as escorrências no chão que mais os afligem. Tudo por causa de más práticas de utilização dos recetáculos por parte de alguns. Por exemplo, a deposição de sacos de lixo ao lado de contentores já cheios ou de contentores subterrâneos que os utentes não conseguem abrir. Ou ainda, convém acrescentar, a descarga de resíduos, com garrafas de vidro à mistura, nos contentores verdes. Não se vê, mas ouve-se alto e bom som pelo menos duas vezes por dia e no mesmo local. Estranha-se que os operadores de recolha do lixo não reportem aos serviços competentes anomalias como a existência de dezenas de garrafas de vidro nos contentores verdes...

O vereador Quirino de Jesus não gosta de ler ou ouvir críticas à recolha dos resíduos. Garante que todos os dias são efetuadas limpezas nos sítios onde há contentores e ecopontos. Não especificou que sítios têm esse privilégio, porque, passando ao lado de muitos contentores, o cheiro que deles emana não denuncia o uso de detergente ou desinfetante. A menos que Quirino de Jesus empregue o termo «limpar» querendo dizer «recolher». Para ele, a culpa é dos empregados dos restaurantes que, em vez de despejarem os sacos com os resíduos nos devidos contentores, preferem encosta-los aos ditos. Por isso, apela ao civismo dos espinhenses para que cumpram as normas e as boas práticas. Até porque, sublinha, o lixo não é um problema da cidade, é um problema de todos nós.

Claro que o lixo é um problema de todos nós, especialmente se persistirmos em consumir cada vez mais e se exibirmos esse consumismo como imagem de sucesso social e económico. Entretanto, um dos truques para pagarmos menos taxas de resíduos e de saneamento será consumirmos menos água. Pelo menos enquanto os inteligentes que podem e mandam insistirem em anexar as taxas de resíduos e de saneamento à fatura da água que consumimos e não faturam os resíduos consoante o peso com que são descartados.
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