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quarta-feira, 16 de março de 2016

Quem ensinou a Celtejo a fazer greenwashing?

Serra da Freita. Foto de Óscar Valério 16mar2016.

A Celtejo patrocina, através do Centro de Ciência Viva da Floresta (CCV), de Proença-a-Nova, uma série de atividades para, dizem os promotores, comemorar com os mais jovens o Dia Internacional das Florestas. O programa pretende, segundo os patrocinadores, alertar os mais jovens para a necessidade de proteger e cuidar do meio ambiente e simultaneamente transmitir-lhes alguns conhecimentos no que diz respeito às plantas e às florestas portuguesas. 

Estamos, mais uma vez perante um evento de puro e duro greenwashing. Esta empresa, suspeita de muita descarga de efluentes não tratados para o Tejo, pretende agora fazer passar uma imagem verde, ecológica, amiga do Ambiente, presumindo que vai colher a simpatia dos media agora especialmente harmonizados pelo pretenso ambiente de afetos. 

Não é a única.  Ainda há muito pouco tempo, a Toyota fez coisa semelhante: assinou um protocolo de colaboração com a SPEA por dois anos, durante os quais e com 50 mil euros, serão testados modelos de gestão e participação em relação à Barrinha de Esmoriz e à Lagoa dos Salgados. 

Como estes, há milhares de exemplos de empresas que, com frequência e sem vergonha, mentem, enganam, falsificam, manipulam dados, informações, com o intuito de esverdearem a sua imagem, a sua má prática poluidora. Por exemplo, esta Vancouver Energy Foundation que, recentemente, ofereceu 100 mil dólares a 6 organizações para apoiar, entre outros, projetos de conservação e sustentabilidade. Tudo para comprar o apoio público para o seu polémico projeto de terminal petrolífero no porto de Vancouver.
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