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domingo, 27 de setembro de 2015

Bico calado

  • «Portugal está à beira de qualquer coisa, e ninguém sabe bem de quê. Mas o panorama não augura nada de bom. Os partidos que se têm alternado no poder são uma miséria política, moral, social e filosófica. As vozes isoladas, que recalcitram contra este amorfismo, são perseguidas, saneadas, ou tidas como obsoletas. O dr. Passos Coelho, desabusado e sem pingo de vergonha, disse: “Nós nunca seremos oposição ao País!” Como o País somos todos nós, o que ele tem sido é exactamente o contrário do que afirma. Ouvimo-lo, naqueles comícios gritados, nas televisões e nos jornais caracterizados por uma docilidade comprada, e não acreditamos que ainda haja um tipo desta natureza. Um imbecil dessa estirpe chamou aos velhos “peste grisalha” e ninguém da classe dirigente o exautorou e apontou à execração pública. Concordaram. Os velhos, são, aliás, o alvo preferencial de uma casta ignóbil, apoiada pelo dr. Cavaco e estimulada por Passos Coelho e os seus. A ignorância campeia alegremente. Os apedeutas, como os chamava um grande jornalista português, no tempo em que os havia, e que não eram “professores doutores”. » Baptista Bastos, JNegócios 25set2015.
  • «É o chamado orçamento vudu. 600 milhões das pensões são um problema. 3900 milhões aplicados no Novo Banco não. Esperemos que a ninfeta de Bruxelas nos explique isto, muito devagarinho, para nós percebermos bem.» Nicolau Santos, Expresso Diário.
  • «O escândalo recente da falsificação de dispositivos, 11 milhões, que burlavam as emissões, tem outro escândalo tão ou mais grave nele contido, na verdade sem contenção social alguma – a permanente utilização de impostos de todos nós para a “economia verde” em que estas empresas, por meio de insenções, benefícios, e outros malabarismos fiscais recebem milhões para produzir carros “limpos”, quando na verdade a única coisa limpa para um liberal sério era a Volkswagen ser tratada como uma empresa privada igual ao café da esquina, pagar impostos, não receber dinheiro algum, ter inspecções regulares, e o dinheiro público ser usado para uma boa rede de transportes públicos gratuitos e universais, onde os próprios ex-trabalhadores da Volkswagen podiam ir trabalhar – a construir e manter comboios. Até porque com a queda do consumo interno, por via dos cortes de salários e aumentos de impostos, quem pagou a salvação da Volkswagen, nós também na Auto-Europa, agora tem carro mas não tem dinheiro para a gasolina e se tiver para a gasolina não tem para pagar o jantar – o carro está parado, é do povo mas o povo não anda nele.» Raquel Varela.
  • «O logro, aliás mais uma mentira numa política de mentiras tão habitual como o ar que se respira, é tão evidente que não percebo que os órgãos de comunicação social, em particular a televisão, aceitem enganar objectivamente os seus espectadores apresentando-lhes “passeios de rua eleitorais” completamente artificiais, em que Passos e Portas aparecem rodeados por guarda-costas e “jotas” (que no PSD são habitualmente pagos para acompanharem as caravanas). Aliás, a campanha do PaF nada em dinheiro e muito tempo depois iremos saber que os custos de campanha, foram “por acaso” ultrapassados para o dobro. Mas, quem é que quer saber? (...)Portas repetiu os mesmos números que Passos Coelho referiu numa outra visita aos mesmos Estaleiros, quando falou do “erro do passado” que “acabou em bem”. Os patrões da Martifer, por seu lado, acham que o governo pode usar as instalações de que são concessionários para a propaganda política da coligação, sem um átomo de hesitação. Por muito que se possa criticar homens como Belmiro de Azevedo ou Alexandre Soares dos Santos, duvido que aceitassem patrocinar uma sessão de propaganda do governo nos seus supermercados. (...)Onde Portas se gaba de ter “salvo” os Estaleiros, na realidade ele quer dizer que os domou, como Pires de Lima falava das empresas de transporte quando há greves, para prometer que quando as privatizar ou concessionar, “acabam” as greves. O discurso sobre o “público” e o “privado” não é apenas sobre a eventual superioridade da gestão privada sobre a pública, é sobre como, em períodos de elevado desemprego, a privatização ajuda não só a baixar os salários como em por na ordem trabalhadores e sindicatos. Mas quem é que quer saber?» Pacheco Pereira, Público 26set2015.
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