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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

O imbróglio dos coliformes na ria Formosa


Ambiente Ondas3
  • Coliformes fecais invadem ria Formosa e colocam em perigo consumidores de bivalves. O presidente da Câmara de Olhão, António Pina (PS), admite que a ETAR, já com 16 anos, tem registado falhas. Esta estória tresanda que se farta. Primeiro, o presidente da autarquia diz que a culpa é da ETAR, que é velha e funciona mal. Depois, diz que a culpa é da Águas do Algarve, pelo que até nem lhe paga desde 2012. Tudo porque a empresa confirma, por escrito e publicamente,  a elevada quantidade de coliformes fecais que representam riscos para a saúde pública. Ele, o autarca, diz que a proibição da apanha de bivalves não tem relação com os coliformes fecais despejados na ria Formosa e teima que os dados que levaram à interdição se baseiam nas análises aos moluscos efetuadas  pelo IPMA e não dizem respeito à análise das águas. Para apimentar este imbróglio, o eurodeputado Capoulas Santos (PS) diz que o governo de Passos-Portas (PSD-CDS) se precipitou na desclassificação das zonas de captura de bivalves, pelo que prometeu mexer os cordelinhos para tentar satisfazer os interesses dos mariscadores, incluindo o viveirista presidente da autarquia de Olhão.  Essa desclassificação foi a pena aplicada por Bruxelas após uma queixa apresentada pela Galiza, depois de importar berbigão do Algarve contaminado e impróprio para consumo. A UE pediu esclarecimentos a Portugal, o IPMA fez análises, que confirmaram o que já se sabia. Perante isto, o secretário de Estado do Mar produziu um despacho em que reclassifica as zonas de apanha de bivalves. Tal como muitas outras estórias a que o Ondas3 se tem referido nos cerca de 10 anos de presença na blogosfera, esta também fede imenso. Em março de 2011, uma toxina nos bivalves interditava a sua apanha e comercialização em toda a Ria Formosa, entre Vila Real de Santo António e Vilamoura. Em janeiro de 2012, a apanha de bivalves era proibida devido a uma descarga de esgotos domésticos junto do cais de embarque do Clube Naval da cidade. Em junto de 2012, alertava-se para a possibilidade de Portugal ser processado por tribunal europeu devido à poluição constante da ria Formosa devido ao tratamento insuficiente das águas residuais de 77 zonas urbanas. Não me admiraria se Capoulas Santos, à semelhança dos miolos que comeu para desafiar os alertas e interdições de Bruxelas, apareça num almoço a degustar bivalves da ria Formosa devidamente temperados com coliformes fecais.
  • O ministério do Ambiente do Reino Unido foi alvo de críticas pela ineficácia na prevenção das cheias que afligiram o país e acusado de ter aberto as comportas de controlo de inundações perto de Tonbridge, Kent, para proteger lojas e negócios à custa dos moradores de Yalding . A diretora Barbara Young não só refutou as críticas como salientou o excelente trabalho levado a cabo pelas suas equipas, trabalho esse que não terá sido mais desenvolvido por falta de fundos governamentais.
  • Resíduos radioativos da central nuclear de Windscale/Sellafield foram despejados ao largo da costa da Irlanda do Norte e noutros locais perto de Belfast e de Londonderry, pelo menos entre 1977 e 1982, admitem documentos tornados públicos. Um relatório de 1983 admitia níveis de radiação em algas e peixes dentro dos limites recomendados pelas autoridades internacionais.
  • Matança anual de baleias acontece nas ilhas Faroe, um protetorado da Dinamarca situado 200 milhas ao largo da Escócia. Cuidado: as fotografias captadas por Benjamin Rasmussen podem ferir os leitores mais sensíveis.
  • A radiação nuclear de Fukushima já atingiu as praias de San Francisco? A ferramenta usada foi esta. Veja este video.
  • Uma misteriosa aré negra atingiu a costa de La Brea, em Trinidad, provocando enormes prejuízos nas comunidades piscatórias e turísticas. Como ninguem ainda conseguiu descobrir a origem do problema, coloca-se a possibilidade de incompetência da estatal Petrotrin ou deeventual ato de sabotagem.
  • Os chemtrails, a geoengenharia são conceitos da teoria da conspiração? Os que dizem que sim podem ler, com os seus próprios olhos, este quinto relatório do grupo intergovernamental de especialistas sobre as alterações climáticas. Resumidamente, diz-se lá que, apesar dos efeitos secundários a nível mundial e das consequências a longo prazo, devem ser mantidas as tecnologias de geoengenharia na gestão da radiação solar porque se elas fossem suspensas as temperaturas da superfície do globo terrestre aumentariam muito depressa.
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