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terça-feira, 9 de julho de 2013

Porque é que Espinho não faz como outras câmaras?


Ora aqui está um excelente exemplo de entendimento entre duas autarquias com o objetivo de servir bem os cidadãos que nelas votaram, poupando energia e poupando dinheiro. Outras há que, para atingirem o mesmo objetivo, fizeram a EDP ligar a iluminação pública mais tarde, ao fim do dia, e desligá-la mais cedo, ao princípio da manhã. 
Em Espinho, os autarcas da maioria estão a marimbar-se para a poupança de energia e para a poupança de dinheiro. Já em maio de 2006 a assembleia municipal de Espinho mostrou o que queria: rejeitou uma proposta no sentido de a Câmara reduzir a fatura da iluminação pública. Na ocasião, o número dois do executivo camarário, Rolando de Sousa, disse: “A renda que a EDP paga à Câmara chega para a câmara lhe pagar o consumo da iluminação pública. A Assembleia pode muito bem apresentar e votar unanimemente esta e outras recomendações do género que a Câmara não as vais seguir porque já está a fazer o que se recomenda.” (sic)
Foi assim que, PS, CDU, PSD e CDS, votaram em bloco uma proposta que, se concretizada, teria permitido ao município de Espinho a poupança de muita energia e de muito dinheiro. 
Sete anos passaram-se e continua tudo na mesma: de manhã, a iluminação pública apaga-se quando o sol já vai bem alto e, ao fim da tarde, acende-se bastante tempo antes de o sol se por. Se dissermos que toda a rua dois e a alameda Maia-Brenha, na extensão de cerca de um quilómetro, tem várias iluminárias e holofotes dirigidos para a praia, e que a faturação da água e dos resíduos é controlada pela EDP para se pagar uma dívida que parece eternizar-se, então o cenário de estupidez e loucura torna-se muito mais nítido.
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