GARRY KASPAROV, DE ÍCONE DO XADREZ A APOIANTE DO DEPARTAMENTO DE ESTADO
Alan Macleod, MPN. Rev. O’Lima.
O antigo campeão de xadrez Garry Kasparov desde que se retirou do xadrez, tornou-se um proeminente defensor da política externa dos EUA e uma figura-chave numa rede de organizações de «promoção da democracia» que servem a agenda geopolítica de Washington.
Kasparov fundou e preside à Renew Democracy Initiative, é vice-presidente do World Liberty Congress e foi, até 2024, presidente da Human Rights Foundation. Estes grupos, embora se apresentem como organizações de direitos humanos e democracia, estão repletos de antigos militares e funcionários do governo dos EUA (por exemplo, o general Mark Milley, o general Stanley McChrystal, Alexander Vindman), financiados pela Fundação Nacional para a Democracia (uma fachada da CIA) e centrados em países que são adversários dos EUA — Rússia, China, Venezuela, Irão, Cuba e Nicarágua.
A resposta destas organizações a Gaza revela as suas verdadeiras prioridades — limitando-se a emitir declarações vagas ou a dar total apoio a Israel, em vez de condenarem o que a ONU, a Amnistia Internacional, a HRW e outras organizações designam como um genocídio. Kasparov refere-se a Israel como uma «democracia na linha da frente» e condena o mandado de detenção emitido pelo TPI contra Netanyahu.
Kasparov apoiou as invasões do Iraque em 1991 e 2003 (tendo alegadamente apelado ao lançamento de uma bomba atómica sobre Bagdade em 1991 e à expansão da guerra para Teerão, Damasco e Riade). Ele defende uma mudança de regime no Irão e apelou à NATO para que bombardeasse a Rússia «de volta à Idade da Pedra» e à Europa para que enfrentasse a China.
Kasparov é acusado de facilitar a venda de armas a Peter Ajak, um «ativista pela paz» do Sudão do Sul acusado pelo Departamento de Justiça dos EUA de tráfico de armas e de tentativa de derrubar o governo. Kasparov nega qualquer irregularidade.
Após ter servido de cartaz às políticas soviéticas, Kasparov apoiou Yeltsin, concorreu à presidência da Rússia, acabando por se mudar para Nova Iorque em 2013, mantendo ligações com Peter Thiel e comparando-o a Bobby Fischer.

Sem comentários:
Enviar um comentário