- A roupa concebida no Ocidente, produzido na Ásia e descartada pelos consumidores dos países ricos é enviado para o Gana como mercadoria em segunda mão. Uma parte significativa — estimada pela Fundação Or entre 32% e 42% do vestuário que entra no mercado de Kantamanto — é invendável e transforma-se em resíduos. Há pescadores que agora pescam «roupas» em vez de peixe. Os resíduos, que podem formar cordas enormes semelhantes a cimento, afugentaram as tartarugas marinhas e tornaram difícil o lançamento dos barcos. O sistema de gestão de resíduos de Acra não consegue dar resposta a este afluxo. A cidade gera cerca de 70 toneladas de resíduos têxteis por dia, que são frequentemente arrastados pelos esgotos e canais diretamente para o oceano durante chuvas intensas. Várias iniciativas locais, apoiadas pela organização sem fins lucrativos de justiça ambiental The Or Foundation, estão ativamente a limpar o litoral e os cursos de água. Mas estes esforços de limpeza tratam apenas o sintoma. A solução a longo prazo, segundo Solomon Noi, responsável pela gestão de resíduos de Acra, passa pela adoção de leis de Responsabilidade Alargada do Produtor — tornando as marcas globais de moda que lucram com este ciclo financeiramente responsáveis pela gestão de resíduos no Gana. Fonte.
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quarta-feira, 28 de outubro de 2026
GANA: RESÍDUOS DO PRONTO A VESTIR MUNDIAL SUFOCAM PRAIAS
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