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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

BICO CALADO

  • Na rua 19, em Espinho, o sino da vaca associa-se ao sino da bolsa de valores tocado pelo primeiro-ministro de Portugal em New York.
O chão da rua 19 ondula e ferve,
qual mar que a ira dos ventos agitou;
cada passo é um risco que se atreve,
pois olhar em frente é luxo que já passou.

Eis que surge um cavalo, branco e altivo,
patrulhando o caos de uma varanda
relincha, firme, num trote decisivo,
guardião de um piso que tresanda.

Mas não vem só — uma vaca, em grave gesto
abana a cabeça, o sino ecoa no ar,
alertando peões do buraco funesto

que ameaça o tornozelo a qualquer olhar.
Assim segue a rua, num bailado presto:
cavalo e vaca a salvar quem tenta lá passar.

O toque do sino da NYSE é um evento de relações públicas promovido pela bolsa. Quando um primeiro-ministro toca o sino da Bolsa de Nova Iorque ele recebe visibilidade global, transmitindo uma mensagem de facilidade na abertura a negócios. Isto cria oportunidades para acesso a redes empresariais dos EUA, reuniões privadas, apresentações de propostas de investimento, negociações comerciais. E, numa altura em que a popularidade de Luís Montenegro tem sofrido alguma erosão, esta encenação tentou melhorar a sua imagem política interna. LM pode apresentar o evento como prova de relevância internacional, validação da sua política económica, e prova da confiança estrangeira no país. Estará a ensaiar um trajeto semelhante ao de Durão Barroso?
  • “Montenegro é um saloio que vende patranhas internamente e, longe da vista, nos representa como um peixe dourado num mar de tubarões.” Tiago Franco.
  • ‘Assalto ao Gabinete’ - 58 dias por explicar.
  • “Para os bilionários as televisões e rádios privadas e a imprensa que marcam as agendas políticas podem dar prejuízos, anos a fio, porque são instrumentos indispensáveis para alimentar as suas narrativas.” Miguel Szymanski.
  • A senadora norte-americana Susan Collins, que se candidata agora a um sexto mandato pelo Maine, foi a «principal patrocinadora» de uma empresa do setor da defesa acusada de subornar membros do Congresso para obter contratos federais. Fonte.
  • Robert Kraft afirma que as suas doações ajudam os palestinianos. mas afinal, ele está a financiar os «amigos das forças de defesa de israel». Fonte.

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