Em Sterling, Virgínia, os residentes descobriram, após a sua construção, que um novo centro de dados — o Vantage VA2 — funcionava com turbinas a gás natural instaladas a poucos metros das suas casas. O projeto foi aprovado pelo estado como uma «fonte menor» de emissões, o que permitiu evitar consultas públicas e deixou a comunidade sem informação prévia.
Os residentes queixam-se de dores de cabeça, insónia e enxaquecas devido ao ruído constante, irritação pulmonar e problemas respiratórios, especialmente em crianças, e agravamento dos sintomas durante testes com geradores a diesel, que chegaram a transformar o ar em algo «semelhante a um cinzeiro».
A procura de energia dos centros de dados na Virgínia é tão elevada que os futuros centros têm de esperar anos para se ligarem à rede. Por isso, várias empresas estão a recorrer a microrredes com turbinas a gás. Nos EUA, há pelo menos 46 centros de dados fora da rede em desenvolvimento. O setor é economicamente gigantesco: contribui com 9,1 mil milhões de dólares para o PIB da Virgínia e quase metade do orçamento do condado de Loudoun.
Outro projeto ainda maior, o «Digital Dulles», prevê 23 turbinas a gás, o que preocupa os residentes. A comunidade de Sterling organizou-se para exigir transparência e proteção. Os ativistas alertam outras comunidades: «Vocês são os próximos.» Fonte.
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