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segunda-feira, 29 de junho de 2026

BICO CALADO


  • “(…) Em dois jogos com equipas bastante inferiores (Congo e Colômbia), Portugal fez três, repito, três, remates enquadrados com a baliza. 180 minutos com aquele eucalipto a atrapalhar lá na frente e noites de paz para os guarda-redes adversários. (…) Não me interessam os contratos que a FPF garante por causa do Ronaldo ou o impacto mundial que ele tem. Em jogo jogado, é penoso ver este gajo em campo e os broches que os outros jogadores têm que fazer para segurar aquela betoneira. (…) Mas esta aberração de vermos Ronaldo em campo, 90 após 90 minutos, completamente a arrastar-se ao ponto de nem sequer conseguir segurar uma bola com um central nas costas, é penoso e, pelo menos para mim, é a imagem com que ficarei. O mais extraordinário jogador português que vi jogar que nunca soube escolher o momento de sair de baixo dos holofotes. (…) Esta geração de ouro vai envelhecendo enquanto é obrigada a carregar um gajo que precisou se 6 mundiais para fazer o que o Eusébio fez num. (…)". Tiago Franco, A VIDA ETERNA DE UM EUCALIPTO.
  • O futebol europeu está a ser inundado com patrocínios de bolsas de criptomoedas, plataformas de negociação online e outros operadores financeiros de alto risco — e muitas destas empresas não estão regulamentadas, foram alvo de alertas por parte das autoridades ou estão associadas a riscos para os consumidores. A OKX (Manchester City) foi multada em mais de 500 milhões de dólares nos EUA por violações da legislação contra o branqueamento de capitais e não está registada na FCA do Reino Unido, mas continua a fazer marketing junto de utilizadores britânicos. A VT Markets (Newcastle United) não possui autorização da UE, mas faz publicidade aproveitando a sua parceria com o clube. A Gate.io (Inter de Milão) já foi advertida pelas entidades reguladoras italianas e a Ultima Markets não é regulada pela UE, mas continua acessível aos utilizadores italianos. A Hantec Markets (Atlético de Madrid) não possui licença da UE, mas os seus serviços continuam disponíveis em toda a Europa. Os adeptos podem pensar que os clubes já verificaram estas empresas — mas muitos acordos envolvem empresas de alto risco, pouco reguladas ou não reguladas. Agora, com as patrocinadors relacionadas com apostas restringidas, os clubes estão a recorrer a setores «ligados ao jogo», como as criptomoedas e a negociação. As entidades reguladoras alertam que as cláusulas de isenção de responsabilidade não isentam as empresas de responsabilidade caso promovam produtos regulados sem autorização. As plataformas de criptomoedas gastaram 565 milhões de dólares em patrocínios desportivos na última época; o futebol representou 59 % desse valor. As marcas de negociação online triplicaram os seus gastos com patrocínios desportivos desde 2019. Os especialistas financeiros descrevem as criptomoedas e a negociação online como atividades de alto risco, especulativas e, muitas vezes, mal compreendidas pelos consumidores. Lorenzo Buzzoni e Chris Matthews, Investigate Europe.

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