ENCOBRIMENTO DE CRIMES DE GUERRA EM GRANDE ESCALA: 58.º ANIVERSÁRIO DO MASSACRE DE MY LAI
Dr. Gary G. Kohls E Prof Michel Chossudovsky, Substack. Trad. O’Lima.
Esta semana, no auge do genocídio perpetrado por Israel e pelos EUA, comemoramos o 58.º aniversário do Massacre de My Lai, ocorrido a 15 de março de 1968.
Desde a Segunda Guerra Mundial, os ataques contra civis inocentes tornaram-se a marca distintiva das atrocidades cometidas pelos EUA. Lembrem-se do general Curtis LeMay: «Depois de destruir 78 cidades e milhares de aldeias da Coreia do Norte, e de matar um número incontável de civis, [o general] LeMay comentou: “Durante cerca de três anos, exterminámos — o quê? — vinte por cento da população.” Acredita-se agora que a população a norte do imposto Paralelo 38 perdeu quase um terço da sua população de 8 a 9 milhões de pessoas durante a guerra “quente” de 37 meses, de 1950 a 1953, talvez uma percentagem de mortalidade sem precedentes sofrida por uma nação devido à beligerância de outra.” (Brian Willson)
Sem exceção, todas as guerras dos EUA e da NATO têm tido como alvo civis, em violação do direito internacional. É o que se designa por «Responsabilidade de Proteger».
A criminalidade está enraizada na política externa dos Estados Unidos.
A prática de massacres de civis é invariavelmente recompensada. Colin Powell, responsável pelo encobrimento do massacre de My Lai, teve uma carreira «brilhante» nas Forças Armadas. Em 2001, foi nomeado Secretário de Estado na administração Bush. Embora nunca tenha sido indiciado, Powell também esteve profundamente implicado no caso Irão-Contras.
Vale a pena referir que Colin Powell era Presidente do Estado-Maior Conjunto na altura da Guerra do Golfo, que resultou na morte de milhares de soldados iraquianos em retirada, naquilo a que a correspondente de guerra britânica e colaboradora da Global Research, Felicity Arbuthnot, chamou «Operação Massacre do Deserto».
«Os quarenta e dois dias de bombardeamentos intensivos, apoiados por trinta e dois outros países, contra um país com apenas vinte e cinco milhões de habitantes, com um exército jovem e composto por recrutas, com cerca de metade da população com menos de dezasseis anos e sem força aérea, foram apenas o início de um cerco global liderado pelas Nações Unidas, de uma ferocidade quase medieval.»
Nas palavras do General Norman Schwartzkopf, que liderou a Operação Desert Slaughter, “‘Não restava mais ninguém para matar’…
Desde a Guerra do Vietname, ocorreram muitos casos semelhantes ao de My Lai patrocinados pelos EUA. Afeganistão, Jugoslávia, Iraque, Somália, Sudão, Síria, Líbia, Palestina. Para não falar da «Guerra Suja» e dos golpes militares na América Latina.
Numa amarga ironia, em 2018, o Vietname tornou-se um aliado militar «não oficial» dos EUA contra a China.
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