- Évora e Beja lideram a transformação urbana no Alentejo através de um projeto-piloto nacional desenhado para reverter o efeito das ilhas de calor e baixar as temperaturas extremas no verão. A estratégia assenta na reconversão de pavimentos áridos, plantação massiva de árvores e instalação de sistemas inovadores de arrefecimento natural por água. As intervenções estruturais nas duas cidades alentejanas vão muito além da jardinagem tradicional, consistindo em engenharia urbana focada na resiliência climática para reter a humidade e bloquear a radiação solar direta. Uma das principais frentes de obra foca-se na substituição do asfalto escuro e dos pavimentos cimentados por pisos permeáveis de cores claras, que refletem a radiação solar e evitam a acumulação de calor no solo. Em paralelo, decorre a plantação estruturada de árvores de copa densa e espécies autóctones, selecionadas especificamente por necessitarem de pouca água e por garantirem a criação imediata de vastas zonas de sombra natural. Para maximizar o arrefecimento por evaporação, os projetos integram a instalação de espelhos de água dinâmicos, fontes decorativas, pulverizadores urbanos e pequenas bacias de retenção que ajudam a humedecer o ar circundante. Estas medidas são interligadas através de redes de conforto climático, que consistem em corredores pedonais sombreados por toldos térmicos e vegetação vertical, permitindo a circulação segura dos cidadãos entre as áreas residenciais e os novos refúgios climáticos da cidade. Em Évora, os trabalhos de requalificação do Rossio de São Brás já arrancaram. O antigo espaço descampado, historicamente exposto ao sol e responsável por acumular níveis críticos de calor, está a ser transformado num grande pulmão verde multifuncional preparado para acolher a abertura da Capital Europeia da Cultura 2027. Em Beja, o foco coi a criação de micro-oásis urbanos e caminhos sombreados distribuídos por pontos críticos da cidade, especialmente junto a habitações e infraestruturas sociais. O município delineou uma rede de percursos urbanos frescos equipados com pontos de água potável gratuita e áreas de descanso protegidas do sol, visando mitigar o impacto do calor extremo na saúde de franjas mais vulneráveis da população, como idosos e crianças, com um horizonte de conclusão previsto até 2027. Fonte.
- Limpeza florestal em Leiria cria excesso de madeira e ninguém a quer comprar. Fonte. Os campeões das celuloses querem-na mais barata, e o que é feito das centrais de biomassa?
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