- A Galp abandonou o projeto do Parque Eólico das Cachenas, que previa a instalação de 19 aerogeradores nos territórios de Vila Nova de Milfontes, Porto Covo, Sines e Santiago do Cacém, com uma capacidade total de 129,2 megawatts. O projeto destinava-se ao autoconsumo para abastecer de energia renovável a unidade de produção de hidrogénio verde GalpH2Park, em Sines. A decisão surge após um processo marcado por forte oposição popular e institucional. A desistência cria um problema estratégico para a Galp. O GalpH2Park, com um eletrolisador de 100 MW — o maior da Europa —, deverá entrar em funcionamento no segundo semestre de 2026, e sem produção própria de energia renovável, a empresa terá de recorrer à rede elétrica, com impacto nos custos e nas credenciais “verdes” do hidrogénio produzido em Sines. Fonte.
- A Águas de Santo André e a Universidade de Évora vão estudar a utilização da água residual tratada na produção de hidrogénio verde, no âmbito do projeto H2tALENT — Alentejo Green Hydrogen Valley. A iniciativa representa uma aposta inédita na convergência entre economia circular e transição energética. A produção de hidrogénio verde por eletrólise exige grandes volumes de água — um recurso escasso numa região sujeita a episódios crescentes de seca. A utilização de água residual tratada em vez de água potável ou de recursos hídricos naturais constituiria uma resposta inovadora a esse desafio, transformando um resíduo numa matéria-prima para o combustível do futuro. Fonte.
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