A Greenpeace denunciou quatro notícias falsas que estão sendo propagadas por empresas elétricas e pelo Partido Popular (PP), com o objetivo de culpar as energias renováveis pelo apagão e justificar a manutenção de centrais nucleares e de gás:
1: “Havia energia renovável em excesso”
Realidade: O apagão foi causado por falhas no controle de tensão atribuíveis a centrais de gás e nucleares (que não forneceram os serviços de segurança pelos quais foram pagas). Países com maior participação renovável (Alemanha, Grécia) não sofreram apagão.
2: “Não podemos prescindir da energia nuclear para evitar novos apagões”
Realidade: A nuclear foi um peso durante a crise. Mais de metade do parque nuclear estava operacional, mas não ajudou a estabilizar o sistema (inclusive há processos contra centrais como Almaraz, Ascó e Vandellós II). Além disso, centrais nucleares são lentas para religar (levam dias), ao contrário de outras tecnologias.
3: “Sem gás não podemos viver”
Realidade: Embora as cantrais de gás tenham ajudado na recuperação pós-apagão, 16 centrais de gás também falharam em controlar a tensão para evitar o colapso (e estão sendo sancionadas).
4: “Só com renováveis não podemos funcionar”
Realidade: Um estudo da Greenpeace (Energia para viver melhor) conclui que Espanha e Portugal podem abandonar completamente os combustíveis fósseis e a energia nuclear até 2040, com redução de 39% da procura energética total e abastecimento 100% renovável (eólica, solar, hidráulica, armazenamento e gestão da procura).
A Greenpeace sugere a aplicação de um imposto específico sobre as grandes empresas elétricas (que aumentaram lucros pós-apagão) para financiar o combate à pobreza energética e uma transição energética justa.
Sem comentários:
Enviar um comentário