- E continua o teatro, à moda medieval, com o patrocínio/selo da câmara - recorde-se aquela cena do Velho Testamento de Jesus com uma corda na mão desancando e expulsando os vendilhões do templo
- "Caros Concidadãos, a programada e provocatória arruaça de André Ventura e do Chega na sessão do Parlamento de 5a fa é muito mais do que a demonstração do seu estilo de taberneiros da Política . Ela comprova sobretudo que com intolerantes não pode haver tolerância e que quem, nomeadamente em nome da “liberdade de expressão” e da própria Constituição, legaliza e legitima fascistas e com eles contemporiza, às mãos lhes acaba por morrer! Com fascistas não se “dialoga”, combate-se! E quem opta por “dialogar”, ou se torna igual a eles (veja-se a recente aprovação da lei da nacionalidade e o que se prepara para as leis laborais) ou é por eles engolido (Alemanha dos anos 30, Chile dos anos 70, etc). Neto, sobrinho e primo de presos políticos do fascismo, colega, amigo e camarada de Ribeiro Santos, assassinado em 12/10/72 por um esbirro da PIDE (que ficou impune) nunca deixarei de denunciar e combater o Fascismo e os fascistas! E conclamo-vos a adoptarem, sempre e sempre, a mesma atitude!“ António Garcia Pereira.
- Abaixo do valor de mercado, Estado já começou a entregar imóveis públicos a privados. O primeiro leilão de imóveis do Estado realizou-se esta semana no CCB e a maioria dos interessados eram sociedades de investimento imobiliário. Uma das empresas, a Timeless Wizard, que adquiriu um prédio na Rua Filipe Folque por 5 milhões, diz que vai aproveitar a taxa de IVA reduzida para a construção. Abril Abril.
- “(…) O que se passa hoje no plenário e nos corredores é de outra natureza. E nada tem a ver com liberdade de expressão, tem a ver com violência em múltiplas formas. Insultar as deputadas, que são, como mulheres, um dos alvos do machismo do homem branco e da multidão de forcados em potência que lá está, com mugidos de vaca e beijos obscenos, no passado teria uma resposta dada por um gesto amplo da mão e um encontro imediato do terceiro grau com uma face, gesto cujo nome me abstenho de dar. O que se passou esta semana na comemoração do aniversário da Constituição da democracia tem um significado político que ultrapassa a dimensão parlamentar. Não me refiro às mentiras, omissões da verdade e sugestões de falsidade, a panóplia total das formas de mentir, proferidas no púlpito. Aí, ainda estamos no domínio da liberdade de expressão, mas essa liberdade tem consequências quando faz parte de uma espécie de guerra civil contra o 25 de Abril e a democracia. Feita onde foi e perante quem foi, é um insulto e uma intimação para um confronto. Nessa liberdade diz-se alguma coisa que está para além do Parlamento: o que se diz é que a luta dos portugueses já não só pela liberdade conquistada em 25 de Abril, mas na construção posterior da democracia, foi uma “traição” aos portugueses de lei que gostavam de Salazar, das prisões políticas e da guerra colonial, cujo número de mortos nunca se refere como se não tivesse nada a ver connosco. Que sorte que eles têm em estarmos em 2026, em terem à sua frente gente com princípios e educação, gente que já demonstrou a sua coragem, e que lhes deu uma lição, mesmo assim muito “limpa” face à sujidade que lhes atiraram.” Pacheco Pereira, Público 4abr2026.
- Irão está a ganhar a guerra contra os EUA. É assim que o Irão está a ganhar a guerra iniciada por Trump. Isto é agora reconhecido até mesmo pelos meios de comunicação ocidentais. Teerão destruiu importantes bases militares dos EUA na Ásia Ocidental, obrigando as tropas americanas a retirarem-se para a Europa. Ben Norton.

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