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quinta-feira, 26 de março de 2026

CASTRO VERDE: MINISTÉRIO PÚBLICO BLOQUEIA CENTRAL SOLAR

  • Ação em tribunal contra Governo e autarquia suspende obras do maior projeto fotovoltaico para autoconsumo em Portugal, junto à mina de Neves-Corvo. Em causa está uma central fotovoltaica de 49 megawatts, promovida pela Somincor em parceria com a EDP e a Greenvolt, que estava já em fase de execução e mobilizava mais de uma centena de trabalhadores. O MP sustenta que o projeto não cumpre o Plano Diretor Municipal, argumento que está a ser contestado pela autarquia, que já avançou com a preparação da defesa. Fonte.
  • Foi criada a Zona Livre Tecnológica de Energias Renováveis de Abrantes. A ZLT de Abrantes será um espaço de investigação, desenvolvimento e experimentação em ambiente real de tecnologias ligadas à produção, armazenamento e autoconsumo de energia a partir de fontes renováveis. O projeto insere-se no contexto da transição energética e da descarbonização associada ao antigo complexo termoelétrico do Pego. Fonte.
  • Uma nova tecnologia capaz de detetar afluências indevidas na rede de saneamento de forma totalmente digital está a ser desenvolvida pela Águas e Energia do Porto. A solução recorre a uma sonda equipada com inteligência artificial e impulsos elétricos de baixa voltagem, permitindo identificar falhas estruturais com elevada precisão. Ao contrário dos métodos tradicionais, esta tecnologia consegue detetar microfissuras invisíveis a olho nu. O funcionamento baseia-se na dissipação de corrente elétrica: à medida que a sonda percorre a tubagem submersa, a corrente apenas se dispersa quando encontra falhas no material isolante dos coletores. Esses pontos são captados por sensores à superfície, permitindo localizar anomalias com uma margem de erro de cerca de um centímetro. Durante os testes, realizados em aproximadamente três quilómetros de rede, foram identificadas mais de mil anomalias, entre pequenas fissuras e ruturas graves. Estas falhas são responsáveis por uma afluência indevida estimada em cerca de 80 litros por segundo, contribuindo para a sobrecarga dos sistemas de tratamento de águas residuais. O tratamento de dados é feito em em tempo real, sendo a informação recolhida no terreno enviada para uma base de dados nos EUA, onde algoritmos de inteligência artificial convertem automaticamente as variações elétricas em caudais mensuráveis. Fonte.
  • A ETAR de Frielas, em Loures, vai ter uma Estação de Hidrólise Térmica. Esta tecnologia vai otimizar o tratamento de lamas. O processo permitirá não só reduzir drasticamente o volume de resíduos destinados a aterro, mas também produzir lamas microbiologicamente estabilizadas, prontas para utilização direta na agricultura. Além disso, com a recuperação do biogás gerado durante a digestão anaeróbia das lamas, a ETAR poderá maximizar a sua autossuficiência, reduzindo a pegada carbónica e os custos operacionais. Fonte.

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