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sábado, 14 de março de 2026

BICO CALADO


"Se os EUA saírem reforçados ou vencedores, de facto, desta guerra, se conseguirem desmembrar e destruir o Irão, não só pela supremacia militar mas também politicamente, o mundo pode preparar-se para uma nova fase, sem precedentes, de prepotência e agressividade extremas da Casa Branca, em que a força bruta é a única lei, sem Congresso, sem a ONU, sem tribunais internacionais, sem moderação e sem limites. Primeiro Trump, espezinhando os direitos humanos e o direito internacional, visou os 'maus' na Venezuela e no Irão; brevemente, os seus discursos para aí apontam, atacará em Cuba. A seguir, voltar-se-á, drogado pelas vitórias, novamente para o México, o Canadá, a Gronelândia/Dinamarca ou a Ucrânia. De uma forma ou de outra, vingar-se-á da Espanha que o criticou e cometeu o pecado de enfrentar Israel e de denunciar o genocídio em curso. A UE, essa está no topo da lista, por muitos exercícios de bajulação e humilhação que von der Leyen e companhia dediquem a Trump: a União Europeia será o alvo prioritário de uma concertada operação de desmantelamento, porque - rica, fraca e desprotegida - é a vítima perfeita para um assaltante e violador. É por isso que espero que o Irão resista: ironicamente o regime repressivo dos aiatolás, actual encarnação da milenar civilização persa, é a nossa última defesa contra a barbárie.” Miguel Szymanski.

  • "Uma investigação interna em curso do exército norte-americano concluiu, alegadamente, que os Estados Unidos são responsáveis por um ataque com mísseis Tomahawk a uma escola feminina iraniana, que matou pelo menos 175 pessoas no início da ofensiva norte-americana e israelita. Lembre-se de todos os defensores do império e apologistas que afirmaram que foi um míssil iraniano que falhou o alvo e atingiu a escola. Lembre-se de como todos eles, incluindo o presidente dos Estados Unidos, promoveram esta mentira de forma agressiva e uniforme. Então, compreenda que eles vão continuar a mentir assim durante toda a guerra. Lembre-se do secretário da Guerra, Pete Hegseth, gabando-se de como os EUA se livraram das «regras estúpidas de combate» destinadas a proteger civis, falando com dureza sobre como «isso nunca foi para ser uma luta justa, e não é uma luta justa. Estamos a atacá-los enquanto estão por baixo, que é exatamente como deve ser». Essas palavras têm um significado um pouco diferente agora que sabemos que ele estava a falar sobre o assassinato em massa de meninas. Em retrospetiva, acho que não deveria ter surpreendido ninguém que o tipo que escreveu um livro chamado «American Crusade» (Cruzada Americana) imediatamente mudou o seu título para Secretário da Guerra e iniciou uma cruzada contra o mundo muçulmano." Caitlin Johnstone, Eles mentiram sobre o bombardeamento da escola no Irão e vão continuar a mentir Substack.
  • «O complexo militar-industrial está a ganhar»: enquanto bombardeia o Irão, Trump diz aos fabricantes de armas para aumentarem a produção. Fonte.
  • Os trabalhadores da agência Lusa cumpriram uma greve parcial acompanhada de concentrações em Lisboa e Porto. Junto à sede do Governo, cerca de uma centena de trabalhadores voltaram a contestar os novos estatutos e a restruturação que o Governo está a promover desde que o Estado se tornou acionista único da empresa. Estas mudanças estão a ser vistas como uma ameaça à independência da agência de notícias face ao poder político e o caso já chegou à Comissão Europeia pela mão da eurodeputada do Bloco Catarina Martins. Um dos administradores nomeados pelo ministro Leitão Amaro trabalhava em projetos do fundo Alpac Capital, ligado a figuras próximas do regime de Viktor Orbán na Hungria. Fonte.

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