- “(…) Melania Trump está furiosa com o marido. Ela acha que ele lançou a última guerra para desviar as atenções sobre o estrondoso sucesso do seu filme. Para aplacar a sua fúria, Donald concedeu-lhe palco como oradora nas Nações Unidas e graças a isso o mundo ficou a saber que afinal a senhora também sabe ler. O estreito de Ormuz foi declarado aberto por Trump. Depois disso, Pete Hegseth, que não tinha sido informado desse grande feito de seu patrão, ordenou aos marines de elite estacionados no Japão para se deslocarem para a região com o objetivo de…reabrirem o Golfo para a navegação. Os crentes nos media ocidentais receiam agora que o Golfo possa ficar bloqueado de novo por causa do congestionamento marítimo, tantos serão os petroleiros a sair e os navios de guerra a entrar. Vendo mísseis balísticos anti-aéros baratinhos, 500 dólares cada. Quem comprar mais de cem paga só 400x100. Oferta única, stock limitado, comprem já antes que se esgotem. Interceptam tantos mísseis como os Patriot mas são BEM MAIS giros e muitíssimo mais baratos. Quem não percebe nada do assunto que não comente, parem de atrapalhar os negócios alheios. (…)” António Gil, Para manter alguma sanidade mental – Substack.
- Irão ataca base da quinta frota dos EUA – o Bahrein entra em revolta e as forças sauditas intervêem para suprimir a oposição. Fonte.
- O secretário do Pentágono, Pete Hegseth, dedicou parte da sua conferência de imprensa de sexta-feira a queixar-se do que descreveu como notícias negativas e falsas sobre a guerra ilegal do governo contra o Irão, ansiando abertamente pelo dia em que o filho do bilionário Larry Ellison, doador de Trump, assuma o controlo da CNN. «Quanto mais cedo David Ellison assumir o controlo dessa rede, melhor», disse Hegseth, referindo-se à reportagem da CNN de quinta-feira segundo a qual «o Pentágono e o Conselho de Segurança Nacional subestimaram significativamente a disposição do Irão de fechar o Estreito de Ormuz em resposta a ataques militares dos EUA enquanto planeavam a operação em curso». Fonte.
- Mandem os filhos dos bilionários para a guerra do Trump contra o Irão. Já repararam que as pessoas mais entusiasmadas com a ideia de bombardear o Irão quase nunca mandam os próprios filhos? Thom Hartmann, Common Dreams.
- Anónimo? A IA consegue identificar-te em segundos. Enrique Dans, Medium.
- Por que é que a classe trabalhadora vota na extrema-direita? Este voto não se explica por uma análise racional dos interesses de classe, mas sim por fatores emocionais, culturais e identitários. A imigração como bode expiatório: a perceção de que é «descontrolada» e de que recebe ajudas prioritárias, alimentando um sentimento de competição pelos recursos («os espanhóis primeiro»). Insegurança e descontentamento com a esquerda alegadamente desligada das suas preocupações, é corrupta ou não resolve problemas quotidianos como a habitação. A extrema-direita oferece respostas simples a problemas complexos, apontando «inimigos» (imigrantes, feministas, elites) e explorando uma «polarização afetiva». Guillermo Martínez, La Marea.
- A culpa é do mercado, lamenta Juan Roig. As iniciativas de Juan Roig, como o Lanzadera (aceleradora de startups) e Marina de Empresas, são frequentemente apresentadas como filantropia ou mecenato para ajudar jovens empreendedores. Por trás dessa fachada, há um modelo de negócio altamente rentável que permite à Mercadona (e a Roig) ter acesso antecipado a inovações, talentos e tecnologias, sem os riscos iniciais do investimento. Ele investe em empresas que, mais tarde, podem tornar fornecedoras ou parceiras tecnológicas da cadeia de supermercados. Enquanto a empresa defende que esse modelo garante qualidade e estabilidade, a investigação conclui que ele cria uma dependência massiva das empresas em relação ao gigante de distribuição. Isso permite à Mercadona ditar preços, condições e margens de lucro, apertando os fornecedores para oferecer o "Siempre Precios Bajos" (SPB) ao consumidor final. Juan Roig é o expoente máximo do capitalismo valenciano e um dos homens mais ricos da Espanha. Embora a Mercadona tenha fama de pagar salários acima da média do setor e oferecer contratos estáveis, a crítica recai sobre a enorme acumulação de riqueza numa única pessoa num país com significativos desafios sociais. La Marea.
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